Política

Capital é 1ª a debater sobre fim de financiamento de casas fora do asfalto

O debato na Câmara contou com parlamentares, empresários, representantes de sindicatos da categoria habitacional e corretores de imóveis

12 JUL 2019 • POR Priscilla Porangaba • 13h15
Auditório na Audiência Pública realizada na Câmara Municipal de Campo Grande - Reprodução/Ao vivo

O fim do financiamento de casas em ruas sem asfalto pelo Programa Minha Casa, Minha Vida foi tema de uma Audiência Pública na Câmara Municipal de Campo Grande, nesta manhã de sexta-feira (12).

A capital é a primeira a debater o assunto desde que foi lançada a Portaria 570.

Em pouco mais de duas horas vários parlamentares, empresários, representantes de sindicatos da categoria habitacional e corretores de imóveis, que estiveram presentes na audiência, falaram e discutiram o tema.

O objetivo da audiência foi revisar regras estabelecidas na Portaria 570, do Ministério das Cidades que dispõe sobre operações de crédito com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), contratadas no âmbito do Programa Nacional de Habitação Urbana, integrante do Programa Minha Casa, Minha Vida. Assim, até 30 de novembro deste ano, há possibilidade de negociar imóveis em ruas sem asfalto nesta modalidade de financiamento. 

O debate foi convocado pela vereadora Dharleng Campos, presidente da Comissão Permanente de Indústria, Comércio, Agropecuária e Turismo da Casa de Leis, composta ainda pelos vereadores João Cesar Mattogrosso, Junior Longo, Dr. Antônio Cruz e Vinicius Siqueira.

A vereadora Dharleng defendeu que os bairros sem asfalto não podem ser abandonados. “Se não pode construir moradias e vender, essas regiões ficam sem crescimento e acabam não tendo um bom desenvolvimento nos locais. Quem já mora nesses bairros também sofre com questões de segurança, terrenos que ficam fechados, o mato que cresce e a infraestrutura. Precisamos dar atenção para essa causa, nossos bairros merecem evoluir com qualidade”, afirma.

O fim do financiamento para casas que foram construídas em ruas sem pavimentação está causando um impacto em toda a cadeia da construção civil. “Nossos bairros sem asfalto também merecem a dignidade e a urbanização!”, finalizou Dharleng.