Cidade

Reviva avalia a acessibilidade no centro da capital

As observações feitas serão encaminhadas ao Poder Público

1 AGO 2019 • POR Da redação com assessoria • 12h56
Reviva promove curso direcionado para avaliar acessibilidade e mobilidade da área - Reprodução

Um grupo de 50 pessoas foram na rua 15 de Novembro e na Praça Ary Coelho, bem na região central de Campo Grande, na manhã desta quinta-feira (1), entre Servidores municipais de várias secretarias, arquitetos e sociedade civil organizada eles fizeram um trabalho de teste na acessibilidade no centro da capital.

A representante do Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (ITDP), Danielle Hoppe, destaca a importância da caminhada para o desenvolvimento de projetos do poder público. “É uma semente que a gente está plantando, nos momentos em que as pessoas se colocam no lugar de outro, vamos criando essa consciência de que quando estamos desenhando um projeto urbano esses detalhes de acessibilidade, esse degrau, essa altura, são indispensáveis para uma criança, um idoso, alguém em uma cadeira de rodas, por exemplo”, explica.

Danielle ressalta que essa elaboração de projetos deve partir de uma equipe multidisciplinar, com profissionais de várias áreas, como arquitetos, engenheiros, biólogos, entre outros. “A questão da arborização urbana tem conflitos muito grandes com acessibilidade. Às vezes, temos árvores que acabam atrapalhando. Precisamos capacitar e sensibilizar todas as profissões, todos que trabalham com a gestão urbana para que seja integrado e integral, fazer uma cidade para todo mundo”.

Com o curso, a proposta é capacitar os atores locais com conteúdo técnico relevante para o desenho e a implementação de intervenções urbanas orientadas a melhorar a qualidade de vida de todos os cidadãos. Após a experimentação, as observações serão encaminhadas ao Poder Público para que sirvam de base para a execução dos princípios de igualdade em obras futuras a serem feitas nas ruas transversais a 14 de Julho.