Cidade

Prefeitura pretende desassorear lagos da capital até o fim do mês

Os investimentos para reconstrução do lagos nas Nações Indígenas é de R$ 8 mi

7 AGO 2019 • POR Sarah Chaves, com informações da assessoria • 11h35
Os lagos terão papel no controle de enchentes de afluentes do córrego Prosa - Denilson Secreta

A prefeitura de Campo Grande pretende concluir ainda em agosto o desassoreamento do lago principal do Parque das Nações Indígenas. Para isso está sendo mobilizado em torno de 50 trabalhadores e 44 equipamentos entre caminhões e máquinas.

Desde o dia 11 de junho, quando o trabalho começou pelo lago menor,  já foram retirados  mais de 85 mil metros cúbicos, de um total de 135.474 mil metros cúbicos que estavam assoreando os dois espelhos d’água. 

Conforme levantamento do superintendente de Serviços Públicos da Sisep, engenheiro civil Mehdi Talayeh, em 30 dias de efetivo serviço no lago principal, houve a retirada de 70 mil metros de areia, 58% do sedimento acumulado nos 5 hectares por onde suas águas se espraiavam,  engolidas  por imensos bancos de areia.

O projeto

A recuperação dos lagos do  Parque das Nações Indígenas vai exigir  um investimento de R$ 8 milhões, sendo R$ 5 milhões de recurso da prefeitura e R$ 3 milhões do governo. O projeto inclui a construção de  um piscinão no Córrego Réveillon, na esquina das avenidas Mato Grosso com Hiroshima; obras de controle de erosão e recomposição vegetal das margens do córrego Joaquim Português; e implantação de uma comporta de regulação do nível do lago, tão logo o desassoreamento esteja concluído.

Para evitar que os lagos voltem a ficar  assoreados, com o carreamento de areia junto com a enxurrada que desce dos bairros do entorno do Parque dos Poderes, serão executados dois projetos  nos córregos  Réveillon e Joaquim  Português, cujas águas formam o lago.

Os lagos terão um papel importante no controle de enchentes de afluentes do Córrego Prosa, que  em dias de chuva mais intensa, transbordam na região do Shopping Campo Grande.  Terão capacidade para armazenar 65 mil metros cúbicos de água, o equivalente a três vezes a capacidade do piscinão que será construído nos altos da avenida Mato Grosso.