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"Atrairá investidores", diz Rosane sobre revitalização da antiga rodoviária

Projeto passará por licitação para revitalização e ocupação do poder público

28 AGO 2019 • POR Priscilla Porangaba e Rauster Campitelli • 11h15
Segundo a administradora, os comerciantes e empresários no local já se responsabilizaram em fazer a parte deles - Reprodução/Internet

A administradora do Centro Comercial Condomínio Terminal do Oeste - a antiga rodoviária de Campo Grande - e presidente do bairro Amambai, Rosane Nely de Lima, conversou com o JD1 Notícias sobre a expectativa da revitalização da parte que pertence ao poder público no local, com seis mil metros quadrados.

A revitalização acontecerá onde funcionava o terminal de coletivo e no piso superior, espaço que será ocupado pela guarda municipal para garantir a segurança do prédio. Rosane mencionou que, após anos de espera e várias gestões, o projeto finalmente sairá do papel.

“Essa é uma vitória nossa. Na verdade, muito antes da rodoviária sair daqui, em 2007, nós fizemos várias reuniões dentro do prédio com o então prefeito Nelson Trad Filho. Fizemos várias manifestações naquela época. Então, passaram quatro prefeitos e nenhum se disponibilizou a fazer algo. Já nessa gestão, no primeiro mês nós apresentamos a propostas, mostrando a importância e, desde então, estão havendo várias negociações”.

A presidente do bairro também disse que a revitalização é importante para a população. “A ocupação do poder público vai atrair investidores para o bairro Amambai, por ser uma área central. O valor imobiliário, que hoje está totalmente defasado, vai aumentar. Estamos muito felizes e não vemos a hora deste projeto acontecer na prática, estamos aguardando ansiosos”.

Segundo a administradora, os comerciantes e empresários no local já se responsabilizaram em fazer a parte deles. "Não adianta a prefeitura fazer tudo lindo e deixarmos nossa parte feia", comentou, lembrando que, com a ocupação nas áreas públicas, será necessário que os proprietários desenvolvam trabalhos para atender os frequentadores.

“Primeiramente, nós precisamos saber quem são as pessoas que vão ocupar esse prédio, porque aí precisamos direcionar nosso comércio para atender esse público. Então teremos que desenvolver um projeto juntos. A prefeitura faz a sua parte e os proprietários a deles”.

O projeto da Prefeitura de Campo Grande tem por objetivo a ocupação do espaço para atendimento ao público, garantindo que a região seja frequentada diariamente pela população.

Será aberta uma licitação para contratação de empresa que fará a análise estrutural do prédio, com acessibilidade vertical e toda a adaptação necessária para a revitalização. Após a conclusão do projeto, a prefeitura entrega a proposta de engenharia e arquitetura à Caixa Econômica Federal.

Aprovado o projeto, o contrato é assinado, garantido a liberação do recurso para revitalização.

Objetivo de programa social é evitar que moradores de rua migrem para outros lugares

Sobre o problema envolvendo os moradores de rua que utilizam a antiga rodoviária como abrigo, Rosane cita o PAIC (Programa de Ação Integrada e Continuada), que realiza o trabalho de levar serviços e políticas públicas a pessoas em situação de rua e de vulnerabilidade. O objetivo é reintegrá-las à sociedade.

O programa é promovido pela prefeitura, por meio da Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos. “Há mais de um ano nós encaminhamos as pessoas. Eu sou voluntária nesse projeto e fizemos duas ações dentro do prédio”, informou. Porém, segundo a administradora, como o problema estava aumentando, também foram realizadas ações paliativas, como a limpeza nos arredores do prédio.

“Tirar aqueles colchões, as moradias montadas nas calçadas”. Atualmente, muitos moradores de rua continuam no local porque existe uma marquise à disposição deles. “Com o projeto sendo executado, não vamos ter mais. Então eles terão que aceitar o atendimento e serem recolhidos, ou, infelizmente, terão que ir para outro lugar”.

No entanto, Rosane é categórica em dizer que o objetivo do programa social é que essas pessoas não migrem para outros lugares, mas que seja oferecida uma solução para o “problema”.