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Três militares do Corpo de Bombeiros morreram enquanto tentavam combater incêndio

Incêndio destruiu whiskeria no Rio de Janeiro

19 OUT 2019 • POR Vitória Ribeiro, com informações Agência Brasil • 12h46
Ao total, seis homens foram internados. Um já recebeu alta e outros dois continuam no hospital - Tomaz Silva/Agência Brasil

Três militares do Corpo de Bombeiros morreram na sexta-feira (18), por inalação de fumaça, em combate ao incêndio que destruiu a Whiskeria Quatro por Quatro, no Rio de Janeiro. 

Geraldo Ribeiro, Klérton de Araújo e José Pereira Neto, serão enterrados hoje. Eles foram internados em um hospital que pertence à corporação. Thiago Agostinho Dias também foi internado, porém recebeu alta. 

Dois bombeiros permanecem internados: o capitão David Mont’serrat da Cunha e o sargento Rafael Magalhães Alves. A corporação informou que um deles está em estado grave e o outro em observação, mas não forneceu mais detalhes.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio, Roberto Robadei, disse que os soldados usavam equipamentos modernos, incluindo cilindros de oxigênio. Ele informou que as circunstâncias das mortes, causadas por inalação de fumaça, serão investigadas.

“É um momento muito triste para nós do Corpo de Bombeiros. Perdemos três companheiros e há três militares em observação. Nós nos solidarizamos com as famílias desses guerreiros, heróis, que tinham mais de dez anos de serviço, experientes”, lamentou Robadei.

De acordo com o comandante, a primeira avaliação era que se tratava de um incêndio simples, sem nenhuma complicação. “Estava sob controle e fomos surpreendidos. Era uma casa antiga, com muitas divisórias. Eles tiveram dificuldade em sair e foram surpreendidos pela fumaça. O problema foi inalação de fumaça”, explicou.

O coronel Robadei reafirmou que o Rio dispõe de excelentes equipamentos, em nível internacional. “Eles estavam com os melhores equipamentos e nós estamos instaurando uma sindicância para apurar o que aconteceu, para que não ser repita. Não teve desabamento nem explosão” acrescentou.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro soltou nota de pesar diante das mortes. O órgão presta solidariedade aos colegas de corporação e aos parentes das vítimas, “que tiveram suas vidas ceifadas em pleno cumprimento do dever”.