Pavimentação da MS-450 será entregue em dezembro
“É uma das estradas ecológicas mais belas do estado e do país”, afirma Reinaldo Azambuja
29 OUT 2019 • POR Mauro Silva, com informações da assessoria • 15h11Ao assinar ordem de serviço para pavimentar 18,4 km da MS-450, a Estrada Parque que liga os distritos de Palmeiras, em Dois Irmãos do Buriti, e Piraputanga e Camisão, em Aquidauana, o governador, Reinaldo Azambuja, disse que essa via será “uma das estradas ecológicas mais belas do estado e do país”. Com 90% da pavimentação concluída, a obra será entregue em dezembro deste ano.
A chegada da infraestrutura mudou o cenário local, com o asfalto rompendo trechos rochosos e desfiladeiros que desafiaram os engenheiros da obra. A pista de terra, sinuosa e estreita entre morros, deu lugar a uma estrada larga e com segurança, garantindo acesso o ano todo. O Governo do Estado investe R$ 21,1 milhões na benfeitoria – pavimento, drenagem e uma ponte de concreto -, com previsão de entrega para dezembro desse ano.
Com 55 km de extensão, do trevo com a BR-262 ao centro de Aquidauana, a MS-450 é o principal acesso aos distritos, privilegiados pelos recursos naturais situados no entorno dos paredões de arenito da Serra de Maracaju, cortados pelo Rio Aquidauana, que dividem planalto e planície. O local é muito visitado por pescadores e amantes de esportes radicais, como trilhas e escaladas, e conta com estrutura de hotéis, pousadas e pesqueiros.
Arqueologia preservada
A MS-450 é classificada como Estrada Ecológica e integra a Área de Proteção Ambiental (APA) de 10 mil hectares, criada em 2000. O complexo é um diversificado ambiente que exigiu intervenção monitorada pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos). A Agência realizou estudos das áreas com incidência de sítios arqueológicos, onde vários fragmentos do período pré-indígena, com milhares de anos, foram encontrados.
Como resultado das pesquisas, um trecho de 760 metros da rodovia, na confluência do Morro Paxixi, em Piraputanga, não receberá massa asfáltica para preservar uma área delimitada por arqueólogos contratados pela Agesul. O local deverá receber estrutura para visitação a um museu a céu aberto.
Nos demais trechos, a obra avança para sua conclusão. Na próxima semana, inicia-se a pavimentação do último lote, de 700 metros, entre as cabeceiras da ponte do Córrego das Antas, onde foi mantido o traçado original da rodovia, ao lado da antiga ponte de madeira. Também começa a ser executado o serviço de sinalização horizontal e vertical e implantação das muretas (guard-rail) metálicas, garantindo mais segurança no entorno dos morros.
Segundo o engenheiro responsável pela obra, Dalton Galupto, da Construtora Marins, a pavimentação está com mais de 90% concluída, com os atuais 52 operários contratados trabalhando na preparação do terreno para receber a base asfáltica, no Córrego das Antas, e serviço de recomposição da vegetação e construção de meio-fio nas margens da rodovia. “É uma obra difícil, pelas características do solo, mas de muito valor para a região”, disse ele.