Campo-grandenses são presos na Venezuela suspeitos de narcotráfico
Os suspeitos são o piloto Luizimar Cassius Nastick, e o mecânico de avião Jeferson Pontes
7 JAN 2020 • POR Sarah Chaves • 10h15Dois campo-grandenses foram presos na Venezuela, suspeitos de envolvimento com o tráfico de cocaína e combustíveis. O piloto Luizimar Cassius Nastick, 40 anos, e o mecânico de avião Jeferson Pontes Gonçalves, de 29 anos, atuavam nos aeroportos Teruel e Santa Maria, em Campo Grande.
Na Venezuela eles estão enquadrados em tráfico de cocaína e combustível de aviação. A dupla estava com um avião monomotor, em nome de uma mulher de São Paulo, que pode ser uma laranja do narcotráfico.
Tanto o piloto como o mecânico bastante conhecidos no meio aeronáutico em Campo Grande, eram dados como “sumidos” por amigos e colegas, mas ninguém falava em algum tipo de problema com os dois. O sumiço acabou virando comentário sério no meio, mas já com detalhes de que a dupla vez ou outra aparecia rapidamente em Campo Grande, inclusive em avião fretado, além de o mecânico ostentar dólares em bolsas.
De acordo com a delegada que conduziu o caso, Ana Cláudia Medina, a investigação teve início a partir de denúncias na DECO do desaparecimento dos dois. “Não houve registro boletim de ocorrência, fizeram denúncia na DECO e desde então a gente vinha investigando o caso com três hipóteses’, explicou ao JD1 Notícias.
Medina explicou qual era a linha de investigação usada para encontrar Luizimar e Jeferson. “Das três hipóteses ou eles estavam presos pelas forças policiais dos países como Paraguai, Bolívia, Venezuela e Argentina; Ou com a possibilidade de eles estarem sequestrado pelo narcotráfico por conta de dividas ou um trabalho mal resolvidos. E trabalhamos também com informações de aeronaves em queda nesses países, mas sempre com a linha do narco que é nossa especialidade”, declarou a delegada.
Ao ser questionada se os brasileiros podem voltar para o Estado a delegada Medina disse não acreditar na possibilidade. “A investigação é deles, eu não acho que volta tão cedo e se voltar é por intermédio da Polícia Federal que faz o recêmbio. A Venezuela pede a extradição, mas se houver interesse para a investigação como é o caso eles tem que ficar no país estrangeiro.
A polícia ainda descobriu que piloto e mecânico pousavam no aeroporto de Cáceres, em Mato Grosso, onde fretavam aeronaves que os trazia em Campo Grande, mas poucas vezes apareciam nos aeroportos de costume. No final a investigação revelou que a dupla “sumida” na verdade foi presa pelas Forças de Segurança da Venezuela, no dia 16 de novembro por envolvimento no narcotráfico.