Economia

Banco Central quer estimular a modernização dos bancos no Brasil

Presidente do BC falou sobre o estimulo da competitividade e redução de juros

9 JAN 2020 • POR Jônathas Padilha, com informações da Agência Brasil • 18h17
Roberto de Olivera Campos Neto, presidente do Banco Central - Marcelo Camargo

O presidente do Banco Central (BC), Roberto de Oliveira Campo Neto, anunciou nesta quinta-feira (9) que quer estimular a competitividade entre os bancos do Brasil para reduzir os juros cobrados e ampliar o acesso dos brasileiros aos serviços financeiros.

De acordo com Neto, com os avanços tecnológicos que ocorrerão no setor bancário, como o open banking e o sistema de pagamentos instantâneos, esse estímulo vai abrir o mercado e será “um marco na indústria financeira brasileira”.

Roberto apresentou os resultados da Agenda BC, que traz as ações estratégicas do Banco para os próximos anos. “Muitas coisas que estamos fazendo é para igualar as redes digitais com as redes físicas. Todos os entraves que fazem com que a plataforma digital não consiga competir é nessa área que estamos atuando”.

A instituição bancária tem a expectativa de que os grandes bancos também tenham êxito nesse ambiente novo e de maior competição estrutural. "Nossa ideia é criar competição bancária. Olhar para frente, como será a intermediação financeira no futuro? É inerente o crescimento da tecnologia e precisamos destravar as barreiras da competição", disse.

No open banking, os dados bancários pertencem aos clientes e as instituições financeiras vão compartilhar essas informações, produtos e serviços, através da abertura e integração de plataformas e infraestruturas de tecnologia.

Uma consulta pública sobre esse novo tipo de sistema já foi iniciada e a expectativa é que o processo de implementação seja finalizado neste ano. No caso do sistema de pagamentos instantâneos, o objetivo é de permitir que as transações sejam realizadas a qualquer momento e mais baratas.

O BC lançou este ano o Lift Learning, que é um programa de incentivo ao desenvolvimento de soluções de inovação bancárias, e a criação da área de competição e estrutura dentro do banco, que trabalha em projetos de modernização da infraestrutura do mercado financeiro.

Além da nova visão que propuseram ao cheque especial, com juros menores, menos agressividade e mais racionalidade; a proposta de uso de boleto bancário para depósito e a consulta para regulação de caixas eletrônicos nesse novo cenário de bancos digitais.

A agenda do BC também traz um incentivo ao microcrédito e a nova política de crédito rural. Segundo o Banco, 275 ações foram desenvolvidas na primeira fase da BC, a maioria delas já está em andamento. A segunda fase será anunciada em junho deste ano.

Campos Neto falou também sobre a origem da maior parte dos problemas de acesso ao crédito e da alta inadimplência no país. “Queremos incentivar a poupança e fazer com que as pessoas tenham mais entendimento sobre os produtos financeiros”.

Com isso, a instituição tem incentivado a renegociação de dívidas pelos bancos e, em contrapartida, os devedores participam de cursos de educação financeira.