Andarilho tenta assaltar mulher no estacionamento do Gugu Lanches
Corretora reclama da falta de acolhimento do estabelecimento após o crime
27 JAN 2020 • POR Joilson Francelino • 16h56Uma corretora de 38 anos que preferiu ter a identidade preservada sofreu uma tentativa de assalto no último sábado (25), no estacionamento do Gugu Lanches, da esquina das avenidas Afonso Pena e Ernesto Geisel, em Campo Grande.
Ao JD1 Notícias, a vítima contou como tudo aconteceu e sua indignação diante do caso. A corretora voltava do Shopping Campo Grande, onde foi buscar a filha de 13 anos, que estava acompanhada da amiga de 15. No caminho de volta a casa, ela parou para lanchar no Gugu. Estacionou o carro, pediu o lanche e ficou aguardando no veículo.
Em certo momento, um andarilho se aproximou para pedir dinheiro, ela afirmou que não tinha. Em seguida, outro homem que a vítima suspeita ser também um andarilho chegou e anunciou o assalto, pedindo para que a corretora passasse o celular e a carteira, alegando estar armado. “Assustei, abri a porta com tudo, ele se desequilibrou e saiu correndo. Comecei a gritar pedindo socorro e perguntando: ‘cadê o segurança’”.
Segundo a vítima, todos a olhavam, sem oferecer socorro algum. Um funcionário teria se aproximado pedindo para a corretora parar de gritar. “Na verdade, os funcionários queriam que eu parasse de fazer o ‘escândalo’ para não assustar os outros clientes”, analisou a vítima que reclamou ainda que nenhum dos funcionários ofereceu ajuda, no sentido de acolhimento. Um dos trabalhadores teria dito à vítima que não poderiam fazer nada, por onde ela estava era considerada, para eles, como rua. “Eu estava no estacionamento do estabelecimento, não estava estacionada na rua”, contou a mulher.
O JD1 esteve no local nesta segunda-feira (27), para questionar os responsáveis do estabelecimento sobre o fato ocorrido. A gerente Jéssica Damarcos, 28 anos, afirmou que trabalha apenas durante o dia e somente o gerente do período noturno poderia falar sobre o caso. Ela adiantou que o local não oferece um profissional de segurança permanente, mas que o estabelecimento paga uma ronda particular que oferece apoio aos moradores e comerciantes da região.
A gerente falou ainda que a região oferece muito risco e reclamou da falta de ronda policial.