Saúde

Primeira cirurgia cerebral com paciente acordado é realizada no MS

O procedimento chamado "Craniotomia Desperta" foi realizado com sucesso pela Santa Casa

29 JAN 2020 • POR Sarah Chaves, com informações da assessoria • 10h35
Técnica cirurgica permite que o paciente tenha menos sequelas após a cirurgia - Reprodução/Assessoria

A Santa Casa de Campo Grande foi a pioneira em Mato Grosso do Sul na realização do procedimento de “Craniotomia Desperta” pelo SUS, que consiste na remoção de tumor cerebral com o paciente acordado.

Nesse caso específico, o  paciente apresentava uma lesão tumoral na região frontal esquerda do cérebro, nesses casos, este tipo de cirurgia é fundamental para obter a máxima ressecção do tumor sem causar sequelas. A partir de agora, o serviço de neurocirurgia da Santa Casa oferecerá a rotina deste tipo de cirurgia, possibilitando que os pacientes do SUS sejam beneficiados e usem o mesmo tratamento cirúrgico para tumores cerebrais testados em grandes hospitais públicos do país e do mundo .

A cirurgia de tumor cerebral com o paciente acordado é um procedimento em que a neurocirurgião opera o cérebro, conversando e examinando o paciente. Neste tipo de procedimento, a anestesia é diferente das anestesias de outras cirurgias cerebrais, permitindo que o paciente seja acordado com segurança no meio da cirurgia. Essa técnica evoluiu bastante nos últimos anos e é especialmente útil quando o tumor está localizado em regiões cerebrais que são aplicadas com uma linguagem, raciocínio e capacidade de interpretar informações e resolver problemas ou em áreas afetadas pelos movimentos. 

O paciente é submetido a testes neurológicos que são utilizados durante uma cirurgia e com auxílio de estimulação elétrica cerebral (monitorização neurofisiológica intra-operatória) e é possível mapear como áreas do cérebro que afetam as funções essenciais. Essa técnica cirúrgica permite ressecar tumor até o limite máximo, mínimo ou nenhum dano neurológico permanente.

O paciente operado foi um jovem de 24 anos, acadêmico da área de saúde. Ele passa bem após o procedimento, sem sequelas. Vale ressaltar que nem todos os pacientes são candidatos a esse tipo de cirurgia, e nem todos os tumores precisam ser operados com esta técnica.