Pais reclamam de exigências nos materias escolares
Responsáveis gastam em média R$ 300 por criança
31 JAN 2020 • POR Jônathas Padilha • 17h35O início de um novo ano para muitos é sinônimo de paz, vida nova e alegria, mas para outros é o oposto, principalmente para responsáveis por crianças e adolescentes. Além das contas novas, como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), os pais têm que se preocupar com a compra de material escolar.
Com o passar do tempo, as escolas particulares tem cada vez mais aumentado a quantidade de itens na lista de material escolar, algumas até extrapolam e exigem materiais de higiene ou cinco resmas de folhas A4 por criança.
A equipe do JD1 Notícias foi até ao centro de Campo Grande conferir nas principais lojas o que os pais estão comprando e saber da opinião deles sobre esse aumento na quantidade de exigência e no preço dos materiais.
Iniciando a jornada na rua Dom Aquino, o JD1 foi até a loja Shoptudo, onde conversou com a advogada Priscila Moreira, que disse que vai gastar mais do que o planejado. “Eu esperava gastar uns R$ 200, mas eu acho que vou gastar uns R$ 400 no total. Eu vim aqui comprar o material para minha filha e o que eu achei mais caro é a mochila e lancheira”, relatou.
O gerente da loja, Felipe Fernandes, falou sobre os preços dos materiais do estabelecimento. “Os preços variam bastante, tem muita mochila e caderno com personagem e isso encarece o material. Entretanto, nós temos caderno de 10 matérias a partir de R$ 10”, comentou.
Seguindo na rua, na loja Mateplas, a administradora Cristiane Fizzi se mostrou incomodada com a lista de materiais desse ano. “Eu acho que eles se excedem um pouco, ainda mais para mim que tenho dois filhos. A escola deles pediu 1000 folhas, sendo que eles usam mais os livros e não usam nem 500 por ano.”
O gerente Cluadinei Oliveira, afirmou que as mochilas que encarecem as compras. “O que chega mais alto aqui na loja são as mochilas, que varia de acordo com o personagem, podendo chegar até R$ 250”, evidenciou.
Chegando a avenida Afonso Pena na loja de utensílios, Planeta, a ajudante de doceira, Rose Alves, disse que vai gastar mais de R$ 100 só com a mochila. “Eu nem peguei a lista porque minha filha estuda em escola pública e lá eles dão os materiais, aí eu compro a mochila, mas vendo aqui acho vou gastar uns R$ 130.”
No Planeta, o gerente Paulo Henrique falou de uma tática da para diminuir o preço final. “Os pais procuram muito a linha de personagem, mas nós temos nossas promoções de kit mochila, material básico com a mochila, para baratear o custo final”, revelou
Descendo até a Afonso e chegando no Giga, a avó Valdinete Gomes mostrou descontentamento ao acompanhar as filhas comprando o material para as netas. “Pelo o que eu to vendo aqui, vai dar um preço alto, só de mochila são R$ 300. Ainda que a escola de parte do material, os cadernos estão bem caros também, ai no total vamos pagar uns R$ 600.”
A fisioterapeuta Cássia Machado relatou que a escola de sua filha pediu até “Eu achei que a lista tem alguns itens desnecessários. Minha filha vai para o Jardim II e eles pediram algumas coisas exageradas, exemplo material de higiene, sabonete, creme dental, pente, lenço umedecido e por aí vai.”
Rodrigo Costa, gerente do Giga, confirmou o relato das responsáveis. “Os pais gastam uma média de R$ 300 a R$ 400 e cada vez mais as escolas pedem umas coisas bem absurdas, de vez em quando aparecem algumas coisas absurdas como tipos de brilho e lantejoula.”
Os pais e responsáveis devem se atentar aos itens exigidos pelas escolas e caso se sintam lesados, podem recorrer à Subsecretaria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/CG), basta realizar uma denúncia através do WhatsApp (67) 98469-1001 ou acionar a Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon/MS) no telefone 151.