Saúde

Prefeitura capacita trabalhadores para combate ao Aedes aegypti

O programa de capacitação ''Integrado Intersetorial de Colaborador Voluntário'' é da CCEV/SESAU

21 FEV 2020 • POR Marya Eduarda Lobo, com informações da assessoria • 15h16
A partir da adesão ao programa, os trabalhadores devem auxiliar no combate ao mosquito Aedes aegypti nos canteiros de obra - Reprodução/Assessoria

Trabalhadores da construção civil de Campo Grande participaram, na manhã desta sexta-feira (21), do programa de capacitação ‘’Integrado Intersetorial de Colaborador Voluntário’’ da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais da Secretaria Municipal de Saúde (CCEV/SESAU).

A partir da adesão ao programa, os trabalhadores devem auxiliar no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, nos canteiros de obra realizando a inspeção e eliminação de potenciais criadouros do mosquito, bem devem auxiliar na difusão de informações sobre prevenção. O treinamento ocorreu na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Mato Grosso do Sul (Sinduscon/MS).

O presidente da instituição, Amarildo Miranda Melo, destaca que essa ação faz parte de um trabalho, que o sindicato vem realizando ao longo dos anos, de conscientização do empresário do setor da Construção, tendo em vista que segundo estimativa do ministério da saúde, 20% dos focos do mosquito Aedes Aegypti se proliferam nos canteiros das obras.

Para a técnica de saúde e segurança do trabalho da Plaenge, Ilka Bueno, esse tipo de ação é importante, pois ela visa além de sensibilizar, conscientizar. Ela destaca que “Treinar esse voluntário que vai atuar dentro do canteiro de obra, vai fazer com que todos os trabalhadores tenham essa consciência da importância de se fazer a prevenção pra não ficar exposto a esse mosquito que faz um estrago tão grande na nossa vida”.

Já o técnico de segurança da Tecol Engenharia, Silvino Rodrigues, afirma que a empresa já faz um Trabalho de combate a focos do Aedes Aegypti em seus canteiros, mas destaca a importância da ação pela qualidade das informações trazidas quanto aos tipos de focos e das diversas maneiras de proliferação do mosquito, “tendo mais conhecimento nós conseguimos nos aprimorar mais no combate e sensibilizar mais as pessoas com quem trabalhamos, para que o cuidado não fique só no local de trabalho, que ele leve isso também pra casa”.

O treinamento teórico foi à primeira fase do programa Colaborador voluntário, em um segundo momento a equipe do SESAU irá apresentar aos novos colaboradores os agentes de saúde que atuam nas regiões onde obras estão localizadas e que serão responsáveis por receber todas as informações levantadas pelos colaboradores voluntários nos canteiros de obra.

O programa “Integrado Intersetorial de Colaborador Voluntário” lançado em 22 de março de 2018 é mais uma ferramenta que propõe estabelecer uma dinâmica operacional que possibilite um melhor controle de depósitos propensos à proliferação dos vetores transmissores da Dengue, Vírus Zika e Febre Chikungunya nas instituições, garantido que nestes locais não haja focos do vetor.

Até o dia 18 de fevereiro, foram notificados 5.044 casos de dengue em Campo Grande, sendo que 667 deles foram confirmados. Até o momento, três óbitos provocados pela doença foram registrados, de um homem de 30 anos, uma senhora de 74 e uma criança de 9 anos de idade.

Neste ano, ocorreram ainda 34 notificações de Zika Vírus e 17 de Chikungunya, que ainda estão passando por processo de avaliação laboratorial para confirmar ou não as suspeitas. Em todo o ano passado, foram registrados 39.417 casos notificados de dengue em Campo Grande, sendo 19.647 confirmados e oito óbitos.

Conforme o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo o Aedes aegypti (LIRAa), sete áreas de Campo Grande foram classificadas com o risco de surto de doenças transmitidas pelo mosquito. O número de áreas em alerta praticamente dobrou, em comparação com o último LiRaa divulgado em novembro do ano passado, passando de 22 para 42 áreas. Dezoito áreas permanecem com índices satisfatórios.

O índice mais alto foi detectado na área de abrangência da USF Iracy Coelho, com 8,6% de infestação. Isso significa que, de 233 imóveis vistoriados, em 20 foram encontrados depósitos. A área da USF Azaleia aparece em segundo, com 7,4% de infestação, seguido da USF Jardim Antártica, 5,2%, USF Alves Pereira, 4,8, USF Sírio Libanês, 4,4%, Jardim Noroeste, 4,2%, e USF Maria Aparecida Pedrossian (MAPE), 4,0%.