Cidade

Reformas no parque Sóter conta com atuação de detentos

Ação entre Agepen e empresas privadas insere os reeducandos no mercado de trabalho

4 MAR 2020 • POR Gabriel Neves, com informações da assessoria • 15h33
Detentos trabalhando na reforma do Parque Ecológico do Sóter - Reprodução/Assessoria

O Parque Ecológico do Sóter vem recebendo reformas e o trabalho conta com a atuação de reeducandos em cumprimento de pena nos regimes semiaberto e aberto, em Campo Grande.

Os internos são os responsáveis pela reforma do gradil externo e a pintura do parque de 22 hectares, localizado no bairro Mata do Jacinto. Além disso, os reeducandos também foram contratados por uma empresa privada para a reestruturação completa dos terminais de ônibus Bandeirantes e Júlio de Castilho, na Capital.

Essa parceria firmada entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e empresas privadas atende a legislação municipal (Lei nº 5.660, de 8 de janeiro de 2016), a qual assegura reserva de, no mínimo, 5% das vagas de trabalho para sentenciados em regime semiaberto ou aberto e egressos do sistema prisional na contratação de empresas para obras ou serviços públicos municipais.

“Inicialmente contratamos para cumprir a legislação, depois dos primeiros internos, vimos que existem profissionais excelentes e então chamamos mais”, destacou um dos diretores executivos da empresa que contratou os detentos.

Além da reforma do Parque, reeducandos também foram contratados pela empresa privada para a reestruturação completa dos terminais de ônibus Bandeirantes e Júlio de Castilho, na Capital.

Conforme a chefe da Divisão de Trabalho da agência penitenciária, Elaine Alencar Cecci, a inserção destas pessoas em atividades laborais minimiza as vulnerabilidades dos efeitos que a prisão provoca ao longo do tempo.

“Por isso, precisamos que o meio empresarial e o setor público entenda que o preso inserido no mercado de trabalho nos torna, como sociedade, menos suscetíveis à violência urbana”, esclareceu.

Para o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, o oferecimento de trabalho tem estimulado novos valores e comportamentos nos custodiados. “Alcançamos a missão de reintegrá-los à sociedade quando se sentem importantes e valorizados, e o trabalho é uma ferramenta que devolve essa dignidade às pessoas privadas de liberdade, por isso é tão importante”, reforçou o dirigente.

Pelo trabalho, os reeducandos recebem um salário mínimo e remição de um dia na pena, conforme estabelecido pela legislação federal. Todas as parcerias firmadas com o sistema penitenciário são coordenadas pela Diretoria de Assistência Penitenciária da Agepen.