Após briga em condomínio, piloto não é localizado e “expulsão” terá que esperar
“Ele trabalha com aviação, viaja muito”, disse o advogado João Barcellos sobre o “sumiço” do piloto
4 MAR 2020 • POR Joilson Francelino • 15h39A audiência de conciliação sobre a "expulsão" do piloto Jonas Mongenout Júnior, do condomínio Jardins do Jatobá, marcada para acontecer nesta quinta-feira (5), precisou ser cancelada porque o réu não foi localizado para a intimação.
O condomínio entrou com uma ação de afastamento do piloto, depois que ele se envolveu em uma briga e teria destruído o apartamento do advogado, Munir Jorge, no primeiro dia de 2020. Ao JD1 Notícias, o advogado de defesa do condomínio, Christopher Scapinelli, informou que a intimação foi encaminhada para o endereço do apartamento, mas não chegou às mãos de Jonas. “Pela negativa de recebimento, subentende-se que eles não estão mais residindo no condomínio. Desde o ocorrido, eles não são mais vistos”, disse o advogado.
Agora, Scapinelli pediu a citação do réu por edital. Se a Justiça aceitar a citação, após a publicação, Jonas e sua esposa terão 30 dias para comparecer no processo para se defenderem. “Caso não ocorra, o juiz nomeia a defensoria pública para promover a defesa deles e o processo corre normalmente”, disse o advogado ao acrescentar que, se o réu não aparecer, “não terá condição de exercer a defesa em sua plenitude”.
O advogado João Oswaldo Barcellos da Silva, que defende Jonas, afirmou que desconhece a ação de afastamento que corre contra o seu cliente. Sobre o fato de a intimação não ter chego às mãos do réu, a defesa destaca o fato de seu cliente trabalhar com aviação e, por esse motivo, viaja muito a trabalho. Sua esposa, para não ficar sozinha, fica na residência de familiares. O apartamento continua sendo de propriedade do casal, segundo a defesa.