Educação

Massacre em escola estadual em Suzano faz um ano

Secretaria da Educação criou gabinete integrado de segurança escolar e escola passa por reforma

13 MAR 2020 • POR Priscilla Porangaba, com informações do R7 • 11h11
Uma das portas atingidas pelo ataque está emoldurada e exposta no gabinete do secretário estadual da Educação de São Paulo - Reprodução/Internet

O massacre na escola estadual Raul Brasil, em Suzano, em que 10 pessoas morreram e 11 ficaram feridas, completa um ano nesta sexta-feira (13).

Uma das portas atingidas pelo ataque está emoldurada e exposta no gabinete do secretário estadual da Educação de São Paulo, Rossieli Soares.

O secretário afirmou que o episódio na escola foi "marcante". Segundo Soares, o objetivo de manter a porta no gabinete é "lembrar todos os dias". O objeto foi retirado durante a reforma do local, que começou em outubro de 2019 e terá custo aproximado de R$ 2,7 milhões.

Ainda segundo o secretário o cenário não será esquecido. "Para a comunidade, com certeza, foi muito mais, mas, para todos nós que trabalhamos na secretaria, foi muito marcante. E uma coisa que decidimos é que não podemos é que não podemos deixar este episódio em branco, precisamos todos os dias lembrar", afirmou o secretário.

Segundo a secretaria, a intenção da reforma é possibilitar aos alunos uma nova relação com o espaço. Muitos alunos demonstraram desconforto e incômodo em voltar a frequentar a escola após o atentado. Os estudantes foram transferidos provisoriamente para o prédio de uma faculdade alugada.

Nessa segunda-feira (9), o andamento da obra foi apresentado para a imprensa. A previsão é de que os alunos voltem para o local em abril.

Com a reforma, a escola receberá novas áreas, incluindo um auditório, espaço para tatame e sala para criação de projetos em 3D, a reforma das salas de aula, do Centro de Ensino de Línguas (CEL), dos banheiros, cantinas e salas de leitura e informática.

Com relação à segurança, uma das principais mudanças é que haverá uma entrada para visitantes que procuram a secretaria, com vidro blindado, e outra para os estudantes. No dia do ataque, os assassinos, que eram ex-alunos da escola, conseguiram entrar no prédio com tranquilidade.

Reforma

A reforma prevê:

 O massacre

Dois ex-alunos invadiram a escola na hora do intervalo, no dia 13 de março. Os assassinos mataram duas funcionárias e cinco alunos. Outros 11 estudantes ficaram feridos e precisaram ser hospitalizados.

Pouco antes do massacre, a dupla havia matado o proprietário de uma loja da região. Como policias chegaram à unidade de ensino, o assassino mais jovem matou o mais velho e se suicidou.