Política

Simone defende que verba do fundo eleitoral seja destinada à saúde

Ainda de acordo com a senadora, adiamento de eleições não passa de manobra política

23 MAR 2020 • POR Mauro Silva, com informações do UOL • 12h12
A senadora, Simone Tebet, ressaltou que os partidos não dependem somente do fundo eleitoral - Imagem: Kleyton Amorim/UOL

A senadora, Simone Tebet (MDB-MS), defende que parte dos R$ 2 bilhões do fundo eleitoral seja usado no combate ao coronavírus. Ela disse também que é prematuro discutir sobre o cancelamento das eleições municipais deste ano.

Segundo Simone, o fundo eleitoral é necessário, porém o valor é muito alto, ela disse que a campanha é mais curta e moderna que envolve o uso das ferramentas tecnológicas, não precisa mais usar os santinhos ou fazer os showmícios, portanto não precisam de tanto dinheiro.

A senadora ressaltou que os partidos não dependem somente deste fundo, pois os mesmo dispõem de outras receitas. "Não podemos esquecer que já temos R$ 1 bilhão para o fundo partidário”, afirmou.

Simone lembrou que a reforma partidária, no ano passado no Congresso, incluiu coisas desnecessária no fundo como a permissão para contratar advogados sem que o valor seja contabilizado no limite de gastos estipulado pelo TSE.

Ela apontou ainda que o fundo partidário também possibilita o impulsionamento de conteúdos  na internet. “Então este fundo possa ser usado para fazer campanha virtual”, questionou.

Em relação ao adiamento das eleições municipais, a senadora disse que ela percebe que há um outro interesse que não é a saúde da população. A mdebista  acredita que "alguns colegas" querem usar a doença como pretexto para ressuscitar a ideia de unificar as eleições no Brasil. O que levaria ao cancelamento da eleição e à prorrogação dos mandatos de prefeitos e vereadores. Com o cancelamento das eleições 2020, o pleito municipal coincidirá com a eleições gerais.

Mas Simone disse que não é contra a unificação, mas não concorda discutir o teme durante a pandemia. Ela disse ainda que não é possível prever o fim da crise do coronavírus. "Ainda que ela vá até agosto ou setembro, sempre haverá a alternativa de empurrar a eleição de outubro para dezembro, com a posse em 1º de janeiro ou de fevereiro. A quem interessa discutir isso agora? Só interessa àqueles que têm medo de enfrentar o processo eleitoral