Saúde

Saúde libera R$ 600 mi para ações de combate ao coronavírus

O dinheiro poderá ser utilizado em ações de assistência, inclusive para abertura de novos leitos

26 MAR 2020 • POR Mauro Silva, com informaçoes da Agência Brasil • 11h33
Minitro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que cada Estado vai decidir como fazer a alocação dos recursos

Estados e municípios vão receber verbas do Ministério da Saúde que somam mais de R$ 600 milhões para o enfrentamento da pandemia de coronavírus (covid-19). Outros R$ 400 milhões já haviam sido enviados a todos os estados este mês. De acordo com o ministro, Luiz Henrique Mandetta, cada federação vai decidir como usar o valor.

“Nós vamos repassar R$ 600 milhões aos municípios de acordo com a pactuação local. Cada Estado vai fazer hoje a sua divisão, de como vai fazer a alocação dos recursos”, disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

O dinheiro poderá ser utilizado em ações de assistência, inclusive para abertura de novos leitos ou custeio de leitos já existentes nos estados e municípios.

Segundo Mandetta, a partir desta quinta-feira (26), os estados devem informar o ministério sobre os municípios com atendimento de maior complexidade. “A partir disso, a gente repassa o recurso para que os municípios utilizem da melhor forma possível no que houver necessidade”, explicou o ministro.

O recurso é distribuído conforme a proporção do número de habitantes de cada estado, que deverá definir os locais de atendimento de maior complexidade e, assim, maior necessidade de reforço orçamentário.

“São, no mínimo, R$ 2 e, no máximo, R$ 5 por habitante. Na semana passada, o Ministério da Saúde já havia destinado R$ 432 milhões para auxiliar os estados e municípios no enfrentamento da pandemia” disse o ministro.

Isolamento social

Sobre as medidas para contenção do coronavírus, o ministro Luiz Henrique Mandetta, destacou a necessidade de um trabalho coletivo, com órgãos diversos.

“Quarentena sem prazo determinado para terminar vira uma parede na frente das necessidades das pessoas que precisam comer, que precisam abastecer suas casas, que precisam ir aos supermercados e que precisam ir e vir, porque isso faz parte da própria sobrevivência”, disse.