Coronavírus: Desemprego na construção preocupa sindicato de trabalhadores
Sindicato prevê dias dificeis caso o prazo do decreto seja prorrogado
26 MAR 2020 • POR Gabriel Neves • 11h33O decreto feito pelo Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, onde ficam suspensas todas as atividades do setor da construção civil, por 15 dias é vista com bons olhos pelo Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e no Mobiliário de Campo Grande (Sintracom CG-MS), o único problema é se esse prazo for alterado.
De acordo com o Presidente do Sintracom CG-MS, José Abelha, uma prorrogação deste período seria prejudicial a todo setor, visto que muitas empresas tem uma reversa para se sustentar e manter seus funcionários por apenas 30 dias, outras optaram pelas férias coletivas.
“Nós estamos discutindo isso, empresas nos procurando, caso esse período seja prorrogado provavelmente vão demitir pessoas, algumas empresas estão adiantando férias, mas ela (a empresa) não vai aguentar pagar os trabalhadores parados. Teremos um problema sério caso essa pandemia persista por mais tempo”, explicou José.
Abelha explicou que ainda é difícil estimar um número concreto de prejuízos ou demissões que possam ocorrer no setor, pois a situação é muito recente e pegou todos de surpresa, levando em consideração que o sindicato também engloba os trabalhadores informais.
Uma das empresas que optou pelas férias coletivas é a Plaenge, de acordo com uma nota divulgada pela empresa, essa medida alcançará 700 funcionários apenas aqui em Campo Grande.
A decisão foi tomada pela construtora em acordo com o Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção do Estado de Mato Grosso do Sul (Sinduscon/MS) e Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campo Grande (Sintracom/CG).
Trabalhadores informais
A maior preocupação do Sintracom CG-MS é em relação aos trabalhadores informais, levando em consideração que a maioria destas pessoas recebem por semana, e duas semanas sem receber seria algo prejudicial a suas finanças.
“A nossa maior preocupação é no setor informal, aqueles pequenos trabalhadores autônomos que atuam na periferia da cidade, essas pessoas recebem semanalmente, ou seja, recebem na sexta e fazem suas compras no sábado, como ficarão esses trabalhadores?”, questiona Abelha.
O prefeito Marquinhos Trad, revelou durante uma live em seu Facebook, na última quarta-feira (25), que terá novas informações sobre o decreto, José espera que seja sobre a redução deste prazo para serviços realizados com até 20 pessoas.