Política

"Médico não abandona paciente", diz Mandetta ao ser questionado se deixará cargo

Ministro da Saúde deu declaração em entrevista no Planalto na última sexta (3)

4 ABR 2020 • POR Flávio Veras • 11h44
Ministro da Saúde deu declaração em entrevista no Planalto na última sexta (3) - Reprodução/TV Brasil

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou na última sexta-feira (3) que "médico não abandona o paciente". Mandetta deu a declaração em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto depois de ter sido questionado se deixará o cargo.

Na quinta (2), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que ele e Mandetta têm se "bicado há algum tempo" e que o ministro da Saúde "extrapolou" em meio à crise provocada pelo novo coronavírus. Bolsonaro afirmou ainda que nenhum ministro é "indemissível". Nesta sexta, segundo informou o Blog de Cristiana Lôbo, o presidente disse a assessores que não demitirá o ministro.

"Quanto a eu deixar o governo por minha vontade, eu tenho uma coisa na minha vida que eu aprendi com os meus mestres: 'Médico não abandona paciente, meu filho'. Eu já cansei de terminar plantão na minha vida, e o plantonista que tinha que chegar para me render, para eu poder ir embora, não aparecer, por problemas quaisquer, e eu ficar 24 horas dentro do hospital", declarou Mandetta na sexta.

Eu já passei Natal dentro de hospital com filho pequeno em casa e mulher esperando. O foco é do serviço. É do trabalho. Esse paciente chamado Brasil, quem me pediu para tomar conta dele neste momento é o presidente. E eu tenho dado para ele todas as informações. E entendo, entendo. Entendo os empresários que se queixam a ele. Entendo as pessoas que veem o lado político e colocam a ele. Entendo as pessoas que gostariam que a solução fosse uma solução rápida", acrescentou o ministro da Saúde.

Nas últimas semanas, Bolsonaro e Mandetta deram opiniões diferentes sobre o combate ao novo coronavírus.

Enquanto o ministro defende o isolamento, assim como orienta a Organização Mundial de Saúde (OMS), Bolsonaro tem defendido o fim do "confinamento em massa" e a reabertura do comércio.