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Defesa de Moro diz ao STF que abre mão do sigilo do depoimento

Documento foi enviado ao ministro Celso de Mello, relator do caso no STF

4 MAI 2020 • POR Flávio Veras, com informações do G1 • 17h49
Moro depôs à Polícia Federal em Curitiba, no sábado (2), por mais de oito horas - Agência Brasil

Advogados do ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmaram ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (4), que abrem mão do sigilo do depoimento prestado por Moro à Polícia Federal no último sábado (2).

O depoimento foi colhido no inquérito que apura suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na autonomia da PF, baseado em declarações públicas de Moro.

No documento, a defesa do ex-ministro diz que "não se opõe à publicidade dos atos praticados nestes autos", em referência ao depoimento e a futuras medidas. Segundo os advogados, a ideia é evitar a divulgação de "trechos isolados" com "interpretações dissociadas de todo o contexto das declarações".

A equipe que defende Moro no caso diz, ainda, considerar que todos os "fatos relevantes" do inquérito são de interesse público.

"[...] Considerando que a imprensa, no exercício do seu legítimo e democrático papel de informar a sociedade, vem divulgando trechos isolados do depoimento prestado pelo Requerente em data de 02 de maio de 2020, esta Defesa, com intuito de evitar interpretações dissociadas de todo o contexto das declarações e garantindo o direito constitucional de informação integral dos fatos relevantes – todos eles de interesse público – objeto do presente Inquérito, não se opõe à publicidade dos atos praticados nestes autos, inclusive no tocante ao teor", dizem os advogados.

Moro depôs à Polícia Federal em Curitiba, no sábado, por mais de oito horas. Segundo a TV Globo apurou, além de confirmar provas que já tinha apresentado da suposta interferência de Jair Bolsonaro, o ex-ministro entregou novos documentos e permitiu a extração de dados de seus aparelhos eletrônicos.