Definida empresa que fará os reparos na barragem do lago do Parque das Nações
As obras de reconstrução devem começar nos próximos dias
10 MAI 2020 • POR Sarah Chaves, com informações da assessoria • 14h20A Construtora Lyon Eireli EPP foi escolhida no processo licitatório para realizar a obra de recuperação do gabião (estrutura de tela e pedras) que sustenta parte da barragem do lago principal do Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande. O valor estimado da obra é de R$ 617.846,19 mil e a ordem de serviço deve ser emitida nos próximos dias.
A primeira licitação, feita ainda no ano passado, resultou vazia porque nenhuma empresa se apresentou para a disputa. Os engenheiros da Agência de Gestão de Empreendimentos (Agesul) apontam a necessidade da recomposição de trechos do gabião na parte inferior da barragem, também a contenção das cabeceiras de duas pontes de concreto (8 e 9) que apresentam desgastes no aterro.
O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, explicou que o problema do gabião foi detectado quando o lago principal do Parque das Nações Indígenas foi esvaziado para execução das obras de desassoreamento, no ano passado. "“Só então percebemos que parte da estrutura da barragem, que fica oculta pelas águas, estava danificada, colocando em risco toda a obra. O desassoreamento foi feito, porém o lago não voltou a ser cheio em toda sua capacidade, aguardando o processo de licitação para recompor esses trechos da gabião”.
As obras de desassoreamento do lago principal do Parque das Nações Indígenas foram executadas de junho a agosto de 2019, e foram retirados aproximadamente 15 mil metros cúbicos de sedimentos, mobilizando duas máquinas retroescavadeiras e 10 caminhões.
O Governo do Estado já executou outras obras no local, como a reforma dos decks e no sistema de iluminação pública. Os investimentos maiores, entretanto, serão feitos no entorno do Parque das Nações Indígenas, na cabeceira da microbacia do córrego Prosa (Joaquim Português e Desbarrancado) e o lançamento na rede de drenagem do Córrego Reveilleau na área do Parque, realizadas de acordo com Termo de Cooperação Mútua firmado entre as administrações estadual e municipal, para evitar que os sedimentos voltem a se acumular no lago principal do Parque.