Cidade

"Equívoco", presidente do Rodosul contesta Marquinhos por fechar rodoviária

Na rodoviária e nos ônibus toda segurança é seguida, diz líder das empresas

2 JUN 2020 • POR Joilson Francelino • 15h32
Rodoviária de Campo Grande fechará a partir da próxima sexta-feira - Reprodução/Internet

O presidente do Rodosul, sindicato que representa 17 empresas de transporte intermunicipais que atuam no Estado, César Possari, classificou como equivocada a decisão do prefeito Marquinhos Trad de, novamente, fechar o Terminal Rodoviário de Campo Grande.

Marquinhos anunciou nesta terça-feira (2) o fechamento da rodoviária na próxima sexta-feira (5). O que motivou o prefeito a tomar a decisão foi a explosão de casos de coronavírus no interior de Mato Grosso do Sul, principalmente em Dourados, que agora é a cidade que mais tem pessoas infectadas pelo Covid-19.

Para o representante dos empresários que operam o transporte intermunicipal e que dependem do funcionamento do terminal rodoviário da capital, a decisão pelo fechamento do local não impedirá que cidadãos do interior do Estado, que possam estar infectados, entrem em Campo Grande. Ao JD1 Notícias ele disse que entende o risco de contágio, mas destacou que o transporte intermunicipal que opera regularmente na rodoviária é o meio mais seguro para que pessoas entrem no território campo-grandense, com o menor risco de contaminação.

“Estamos exigindo máscaras, disponibilizando álcool em gel, desinfetando os veículos com tudo o que existe de mais moderno, aferição de temperatura e um questionário que o passageiro responde quando chega ao guichê”, detalhou Possari, ao denunciar que existem meios de transporte clandestinos que, segundo ele, continuam operando sem que haja restrições ou fiscalização trazendo pessoas do interior para a capital.

Possari disse que tanto os empresários, quanto os trabalhadores, estão desesperados. “É só a rodoviária que vai ter de parar. Se você pegar todos os seguimentos: supermercados, postos de gasolina, aeroporto, camelódromo , estão funcionando e não haverão restrições severas como esta”, disse. Aproximadamente 7 mil trabalhadores trabalham direta ou indiretamente na rodoviária e dependem do funcionamento do terminal.  Após a decisão do prefeito, Possari, que também administra uma empresa de ônibus, a Cruzeiro do Sul, adiantou que 200 funcionários já entrarão em aviso prévio a partir desta quarta-feira (3).

O presidente da Rodosul ainda destaca que muitas pessoas dependem do transporte, como necessidade. “Existem pessoas saem do interior para vir à capital para tratamento médico. Aqui existem estruturas que na cidade delas não existem, como ficam esses pacientes que contam com esse meio”, exemplificou.

Possari disse que já se reuniu com sua assessoria jurídica que analisará caminhos para reparação de danos. “Fechar a rodoviária não é a solução [de impedir a entrada de pessoas infectadas vindas do interior do Estado], se alguém provar que é a solução, o ônibus para, mas e o restante?”, indagou.