Cidade

CDL reclama de norma que proíbe provar roupas nas lojas

Medida foi adotada para garantir segurança aos clientes na retomada da atividade econômica

10 JUN 2020 • POR Joilson Francelino • 10h51

O presidente da Câmara de Dirigentes Logistas de Campo Grande (CDL-CG), Adelaido Vila, manifesta preocupação com a proibição para que as peças nas lojas de vestuários sejam provadas o que, para ele, tem dificultado ainda mais o processo de retomada econômica.

O retorno das atividades foi condicionado a proibição, com base na Resolução número 39, publicada pela SEMADUR - Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e pelo Decreto número 14.241, de 8 de abril de 2020. Mesmo sendo seguidas todas as medidas de biossegurança, as provas de roupas e sapatos não podem ser realizadas nas lojas.

Adelaido destaca que medidas preventivas têm sido adotadas com sucesso, em estados como Espírito Santo e Paraná. "O risco de a pessoa levar a peça até a sua residência para realizar a prova aumenta o deslocamento e faz com que a roupa, ou o sapato comprados estejam mais expostos. Assim, em caso de troca, aquela peça que foi e voltou, possui uma possibilidade maior de contribuir com a propagação do vírus. Em outras regiões, já se adotou a utilização de equipamentos a vapor para a higienização imediata dos produtos, após a prova das mesmas".

O presidente destacou que é alternativa que pode garantir o retorno do consumidor. "Muitas pessoa desistem das comprar, simplesmente por não poderem provar e não querem ter o retrabalho e realizar trocas posteriores. E, neste período de pandemia do COVID-19, fica ainda mais penoso para o empresário perder uma venda".

Para Adelaido Vila, essa discussão precisa acontecer para que alternativas sejam encontradas, dentro dos padrões de biossegurança e que favoreçam o aquecimento da economia local.