Brasil

Justiça nega liberdade e Queiroz continuará na cadeia

Defesa tentou usar doença para beneficiar ex-assessor de Flávio Bolsonaro

20 JUN 2020 • POR Joilson Francelino, com Metrópoles • 09h46

A Justiça do Rio de Janeiro negou, na madrugada deste sábado (20), o pedido da defesa de Fabrício Queiroz de prisão domiciliar para o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Queiroz foi preso na quinta-feira (18) em Atibaia, no interior de São Paulo, e está no complexo penitenciário de Gericinó em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Advogado de Queiroz, Paulo Emílio Catta Preta alegou que o cliente se recupera de um câncer e, devido ao seu estado de saúde, deveria cumprir prisão domiciliar. O pedido foi distribuído à 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e coube à desembargadora Suimei Meira Cavalieri julgá-lo. Ela negou a prisão domiciliar, segundo informou às 2h deste sábado a assessoria de imprensa do TJ-RJ, por meio de nota.

“A íntegra da decisão que negou a concessão de liminar pedida pela defesa de Queiroz não está disponível em razão da decretação do segredo de Justiça”, destaca a mensagem da assessoria. O mérito do habeas corpus ainda será julgado pelo colegiado da 3ª Câmara Criminal, após o cumprimento de diligências e a manifestação das outras partes envolvidas no processo.

O policial reformado foi preso em um imóvel do advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, na região de Atibaia. Segundo o caseiro que também vivia no local, ele residia lá havia mais de um ano.