Política

Deputados de MS divergem sobre veto de Bolsonaro

Medida, que foi derrubada pelo Senado, proíbe aumento de servidores públicos

20 AGO 2020 • POR Flávio Veras • 16h13

Os deputados federais Fábio Trad (PSD) e Luiz Ovando (PSL) se posicionaram de foram contrárias sobre a derrubada do veto presidencial que proibia durante dois anos aumento salarial e promoções na esfera do Funcionalismo Público. Como o projeto havia sido votado e aprovado na Câmara Federal, como a mudança no Senado, ele volta novamente para apreciação dos deputados, onde eles decidiram se medida permanece ou é derrubada.

Ao contrário do seu irmão de senador Nelsinho Trad, Fábio é favorável a derrubada do “mecanismo de controle fiscal”. O parlamentar ainda foi bem enfático em seu posicionamento, pois disparou contra o ministro Paulo Gudes e equipe econômica do governo, que foram idealizadores do projeto. “Como acreditar na boa intenção de um ministro que é flagrado dizendo que deve colocar uma granada no bolso dos funcionários públicos. Como na boa intenção de um ministro que é flagrado chamando os funcionários públicos de parasitas. Eu não caio nessa, eu não caiu nessa”, criticou.

A fala de Trad se deu após Guedes, por sua vez, disparar contra o parlamento dizendo que a votação foi um crime contra o país, pois ele entende que o recurso para aumentos salariais saíra da Saúde.  

O deputado também falou que viu como acertada a decisão de derrubada da medida pelos senadores. “O senado agiu acertadamente, discordo das teses apresentadas pelo ministro Guedes, pois o projeto não obriga o reajuste, mas autoriza a negociação. Existem muitas categorias com remunerações desfasadas e, muitas prefeituras que tem dinheiro em caixa, podem se aproveitar da medida para continuar aviltando e degradando as carreiras de Estado. Discrepâncias devem ser combatidas, mas algumas carreiras estão com suas remunerações a quem da responsabilidade”, afirmou.

Já o deputado Luiz Ovando, da base aliada do governo, a queda do veto prejudica as Contas Públicas do Governo. Nós precisamos reconhecer a importância dos Diretos Adquiridos, porem eles necessitam de uma normalidade constitucional, nacional, para que você possa gozar deles. Nós estamos vivendo uma fase de instabilidade sanitária, econômica e social, mas principalmente fiscal. No momento eu sou totalmente favorável ao veto do presidente, pois diante da instabilidade os direitos acabam diluindo, caso você não tenha condição de mantê-los. Portanto, irei votar pela manutenção da medida”, projetou.