Polícia

Grávida é morta a tijoladas e tem bebê arrancado da barriga pela amiga

A suposta amiga e o companheiro foram presos

28 AGO 2020 • POR Sarah Chaves, com informações do G1 • 16h35
Flávia estava grávida de 38 semanas, e saiu de casa na quinta para ir em um chá de bebê surpresa - Lucas Eccel/Radio Club fm 88.5

O corpo de Flavia Godinho Mafra foi encontrado nesta sexta-feira (28), em uma cerâmica desativada em Canoinhas, na Grande Florianópolis.

Flávia que estava grávida, foi morta a tijoladas e tinha cortes na barriga provocados por estilete, a suspeita do crime é uma amiga, identificada como Rozalba Grimm que teria feito uma emboscada para cometer o assassinato e ficar com a recém-nascida.

Segundo o delegado da Polícia Civil, Paulo Alexandre Freisleben da Silva, a vítima estava desaparecida desde ontem, ela teria sido levada até o local do crime pela suspeita. "Ela disse que estava grávida e teria perdido a criança há dois ou três meses, mas não comunicou aos familiares, inclusive nem teria falado para o marido, que estaria muito empolgado com a gravidez dela. Ela disse que iria fazer um chá de bebê e convidou a vítima para participar", explica.

No entanto, a amiga acabou levando a vítima até a cerâmica desativada e a atingiu com tijoladas na cabeça. "Depois, com um estilete cortou a barriga dela para tirar o bebê. A ideia dela era matar a mulher e ficar com a criança", explicou o delegado.

O estilete foi encontrado no local do crime. O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Balneário Camboriú, no Litoral Norte. Ainda não há previsão do laudo com as causas da morte, de acordo com o órgão

A bebê foi levado a um hospital pelo marido da suspeita que teria informado que teve um parto espontâneo. A unidade de saúde não informou mais detalhes do caso, mas disse que médicos e funcionários vão prestar depoimentos durante esta tarde em Tijucas. Segundo uma amiga da vítima informou ao G1 SC, o nascimento da menina estava previsto para 22 de setembro.

A Polícia Militar foi acionada pela equipe médica, que desconfiou dos cortes profundos no corpo do bebê. A Secretaria de Saúde Estadual informou que recebeu o paciente e não está autorizada a divulgar outras informações.