Polícia

No dia de aniversário do PCC, PF deflagra Megaoperação contra a facção

Ação tem como objetivo investigar os crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

31 AGO 2020 • POR Priscilla Porangaba, com informações da assessoria • 07h20
Reprodução/Internet

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (31), uma mega operação para desarticular o Primeiro Comando Capital (PCC), a maior facção criminosa do país.

Do total de mandados, devem ser cumpridos 37 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, sendo 28 em Campo Grande. Além de mais 85 mandados de prisão no estado, sendo 74 na capital.

Mais de 1.100 homens cumprem 623 ordens judiciais, sendo 422 mandados de prisão e 201 de busca e apreensão, em 19 estados e no DF, além do bloqueio judicial de até R$ 252 milhões.

As investigações apontaram que líderes da facção, mesmo presos, recebiam uma espécie de auxílio. O valor era repassado aos criminosos por meio de contas de parentes indicadas por eles.

Além dos lideres, quem cumpria tarefas consideradas mais complexas, como o assassinato de agentes públicos, também recebia os repasses.

De acordo com a PF, a operação investiga o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro em todo o território nacional. Ainda de acordo com a corporação, "os dados obtidos na Operação Caixa Forte - Fase 01 revelaram que os valores auferidos com o comércio ilícito de drogas eram, em parte, canalizados para inúmeras outras contas bancárias da facção, inclusive para as contas do “Setor da Ajuda”, aquele responsável por recompensar membros da facção recolhidos em presídios".

Durante as diligências, foram identificados 210 integrantes do alto escalão da facção, que cumprem pena em presídios federais, que recebiam valores mensais por terem ocupado cargos de relevo na organização criminosa ou executado missões determinadas pelos líderes como, por exemplo, execuções de servidores públicos.

A PF informou que os presos "são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cujas penas cominadas podem chegar a 28 anos de prisão". Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte (MG).