Política

OAB de MS não assinou apoio a presidente nacional

Felipe Santa Cruz, do Conselho Federal, é investigado por caixa dois, estelionato e falsidade ideológica

18 SET 2020 • POR Brenda Assis • 14h56
Mansour Elias Karmouche, presidente OAB/MS - Reprodução/Arquivo

O Colégio de Presidentes das Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) emitiu, nesta quarta-feira (16), uma nota de apoio ao presidente do Conselho Federal, Felipe Santa Cruz, que não conta com as assinaturas de oito de seus integrantes, entre eles, Mansour Elias Karmouche, que comanda a OAB/MS.

Santa Cruz é investigado pela Policia Federal por suposta prática de estelionato e falsidade ideológica. A nota de apoio diz que o presidente da OAB é “possuidor de confiança e exerce com firmeza a liderança da advocacia e da sociedade brasileira, propugnando pela defesa dos valores democráticos e republicanos”.

Ao JD1 Notícias, Karmouche, do MS, disse não concordar com os termos descritos na nota. “Pra mim, a ação do Santa Cruz vai contra tudo que a OAB prega. Não achei correto e não concordei com os termos nela presente. Eu já havia sido contra a concessão da aposentadoria que eles queriam dar a um ex-funcionário, pois não tinha fundamento jurídico para tal ação”, finalizou.

Além de Karmouche, os presidentes das seccionais na Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também não ratificaram a nota de apoio lançada pelos dirigentes dos demais estados a Santa Cruz.

Investigação

O presidente esta sendo investigado pela Policia Federal por suposta prática de estelionato e falsidade ideológica. O Inad (Instituto Nacional de Advocacia) acusa Santa Cruz de inserir num processo administrativo a informação falsa de que o Conselho Federal da OAB, que reúne 81 representantes das seccionais estaduais, teria aprovado o pagamento de uma pensão de R$ 17 mil a um ex-funcionário, já aposentado.

Fora este caso que esta sendo investigado, Santa Cruz também foi citado na delação premiada de Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio do Rio de Janeiro, segundo o empresário, Santa Cruz lhe pediu dinheiro "em espécie" para sua campanha à reeleição da OAB do Rio em 2014. Configurando um possível recebimento de caixa dois.