Saúde

“Rastrear” é aposta para barrar o avanço do coronavírus em MS

Com aplicativo, Estado quer ser referência no rastreamento da doença

28 SET 2020 • POR Matheus Rondon • 18h14
O sistema deve auxiliar os profissionais da atenção primária à saúde e vigilâncias epidemiológicas municipais. - Matheus Rondon

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, oficializou nesta segunda-feira (28) o Programa Rastrear (Sistema de Monitoramento e Rastreio de Contatos COVID19), que se trata de uma aplicação desenvolvida como uma medida a mais para monitorar e rastrear os casos coronavírus, tanto de suspeitos, como confirmados.

O aplicativo tem como objetivo mapear a doença e reduzi-la, nas cidades do interior e na capital, diminuindo assim a propagação. O sistema deve auxiliar os profissionais da atenção primária à saúde e vigilâncias epidemiológicas municipais. “Jogamos nossa expectativa que o rastrear vai ser um instrumento valioso para fazer um declínio da doença em MS”, salienta.

“É um monitoramento rigoroso, a procura de quebrar a cadeia de transmissão do coronavírus em Mato Grosso do Sul, a nossa taxa de contagio está persistindo e se mantendo a muitos dias, muito maior do que gostaríamos de atingir”, explica.

O secretário afirmou ainda que o pessoal da informática construiu junto à Organização Pan-Americana da Saúde, o instrumento que está disponível para cada município, assim o município pode fazer um monitoramento rigoroso do caso positivo, através de contato telefônico, assim podendo fazer um rastreamento dos contatos que esse caso positivo teve.

Segundo o secretário, o acompanhamento será rotineiro e com o auxilio da plataforma será possível ver os casos da manhã, tarde e noite, possibilitando um olhar fino no rastreamento. “Com essa ferramenta, poderemos verificar se cada caso está sendo monitorado, desde a pequenina cidade do interior, até os bairros de Campo Grande”, explica.

“Há uma persistência de casos novos hoje, mais de 600, nós temos ai cerca de 400 a 500 internações nas últimas semanas, de 12 a 13 mortes por dia, média móvel, não queremos que isso continue acontecendo, me parece que a população acredita que tudo voltou ao normal, mas nós não temos normalidade alguma, temos uma doença presente”, alerta.