Polícia

Mulheres suspeitas de matar idosa asfixiada serão julgadas nesta quinta-feira

A idosa foi encontrada carbonizada e enrolada em plástico filme às margens da MS-162

22 OUT 2020 • POR matheus Rondon com informações do Sidrolandianews • 14h35
As duas mulheres estão presas preventivamente desde abril de 2019. - Foto: Robertinho/ Maracaju Speed

Nesta quinta-feira (22), Karina, de 49 anos, ex-merendeira e candidata a vereadora em Sidrolândia no ano de 2016 e Sherry, de 39, ex presidente do diretório municipal do PC do B, vão a popular pelo assassinato da idosa Lídia Ferreira de Lima. O crime aconteceu em fevereiro de 2017.

A idosa de 61 anos, morou um tempo com Karina e foi encontrada carbonizada e com o corpo enrolado em plástico filme às margens da MS-162 entre Sidrolândia e Maracaju. As duas mulheres estão presas preventivamente desde abril de 2019.

Entenda o caso

As investigações tiveram início sem a devida identificação, mas após um ano, um familiar realizou confronto das impressões digitais e foi possível identificar a vítima.

Karina, que aproveitou da fragilidade mental da vítima e a levou para sua casa, na cidade de Sidrolândia. A mulher sabia que a idosa possuía uma aposentadoria e era herdeira de um espólio.

Com o tempo, Karina ganhou a confiança de Lídia, e passou a cuidar dos assuntos particulares da vítima, como transações e saques bancários. A vítima morou na residência da Karina por mais de dois anos e era mantida trancada em um quarto, que ficava nos fundos da casa.

A história mudou quando a família de Lídia ingressou com ação de interdição. Karina previu a possibilidade de ser responsabilizada por vários crimes e iniciou seu plano para matar a vítima. Ela chegou a relatar para a família, que a idosa tinha namorado em Maracaju e estaria indo morar com ele.

Após, Karina e Sherry deram uma substância que fez a vítima dormir, e em seguida a enrolaram em plástico filme, o que levou a vítima a morte por asfixia. Depois, colocaram o corpo no banco da frente do carro de Karina e percorreram vários quilômetros pela rodovia até chegar próximo a Maracaju. Elas desceram o corpo do veículo, jogaram substância inflamável e atearam fogo para dificultar a identificação.