Saúde

Flexibilização acende alerta para evitar segunda onda de Covid

Júlio Croda explica que reinfecção é gerada pela junção três fatores

3 NOV 2020 • POR Brenda Assis • 17h16
Júlio Croda explica que reinfecção é gerada pela junção três fatores - Reprodução/Internet

Com a pandemia da covid-19, a rotina da população em geral teve que mudar para se adequar aos decretos estabelecidos para evitar a proliferação da doença. Mesmo após meses, ainda existem alguns atos normativos que estão em vigor e precisam ser respeitados.

Nesses 8 meses de pandemia, muitas normas e regras mudaram, fazendo talvez com que a população possa vir a ficar um pouco confusa com as alterações. Muitas coisas já estão com livre funcionamento desde que respeitem as normas de biossegurança. 

O decreto mais rigoroso que se tem até agora é o do funcionamento das escolas e universidades, que ainda estão fechadas. Com a liberação de eventos na capital e o fim do toque de recolher, muitas pessoas confundem a liberdade com o fim da pandemia.

Em alguns países, já está havendo uma segunda onda de reinfecção do vírus, justamente pelo descumprimento das medidas de biossegurança. “Essa segunda onda é gerada pela junção de 3 fatores que são a sazonalidade, a flexibilização e o número de pessoas que ainda estão suscetíveis a contrair o vírus”, diz o pesquisador da Fiocruz e professor da UFMS Julio Croda.

“A segunda onda de infecção vai ocorrer no Brasil, não se sabe ainda quando, pois não estamos no período de maior circulação de vírus respiratórios no país, precisamos nos atentar ao período de chuvas, que fazem com que as pessoas fiquem mais dentro de casa”, explica ele ao JD1 Notícias.

Em Campo Grande, a sensação é de que a pandemia acabou, mas as autoridades de saúde alertam para os cuidados com o vírus que já matou mais de 160 mil no Brasil.