Polícia

Em dez dias, capital teve “CPF’s cancelados” na saída de presídios

O mais recente é o caso de Robson Jorge, morto na Vila Sobrinho

10 DEZ 2020 • POR Marcos Tenório • 13h33

Nos últimos dez dias, três detentos foram executados nas proximidades de três presídios de Campo Grande. Todos haviam acabado de sair dos estabelecimentos quando foram surpreendidos pelos criminosos.

As vítimas foram identificadas como Juliano Pereira, 42 anos, morto em frente a portaria do Presídio da Gameleira. Edilson Rodrigues dos Anjos, 31 anos, baleado próximo ao presídio de segurança Máxima, onde estava com o alvará de soltura em suamão. E Robson Jorge da Silva, 32 anos, o detento do regime aberto que foi executado na frente da casa do Albergado, que fica na Vila Sobrinho.

Caso 1

O primeiro caso, ocorreu no dia 30 de novembro, quando Juliano Pereira, de 42 anos foi executado com mais de 10 tiros, de pistola 9 mm e ponto 40, em frente a portaria do Presídio da Gameleira em Campo Grande, na zona rural de Campo Grande.

Segundo a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Juliano cumpria pena de 22 anos por homicídio, roubo e tráfico de drogas. Ele estava na Gameleira desde 27 de julho, deste ano.

Ele foi surpreendido quando saía do presídio, um homem em uma motocicleta que fez mais de dez disparos em sua direção. A vítima morreu na hora. No local a polícia encontrou projéteis que ficaram espalhados na frente do presídio.

Juliano teria mandado assassinar a ex-mulher Fabiana Aguayo Baez, de 23 anos, e da irmã dela Adriana Aguayo Baez, de 28 anos, depois de ter descoberto que elas estaria envolvidas com membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As vítimas foram encontradas decapitadas e carbonizadas em uma camionete.

Caso 2

O segundo detento morto foi Edilson Rodrigues dos Anjos, de 31 anos, que foi atingido por diversos disparos no dia 2 de dezembro, ele foi socorrido, mas morreu a caminha da Santa Casa. Ele que foi  atingido no abdômen, nádega e braço esquerdo estava com seu alvará de soltura nas mãos.

Edilson foi preso depois de roubo à loja em que trabalhava, levando cerca de R$ 30 mil, além de munições, armas e celulares do escritório de empresa especializada em poços artesianos, em Ponta Porã, fronteira com o Paraguai.

Há dois anos, Ele foi um dos participantes de rebelião que terminou com nove detentos assassinados e 14 feridos. Edilson decapitou um preso de ala rival no complexo prisional de Goiás. Ele pertencia à facção ADE (Amigos dos Estados) de Goiás.

Caso 3

O terceiro caso aconteceu na manhã desta quinta-feira (10) onde Robson Jorge da Silva, de 32 anos, que estava no regime aberto foi executado quando saia para trabalhar, em frente a casa do Albergado, que fica na Vila Sobrinho, em Campo Grande.

A vítima estava cumprindo pena por tráfico de entorpecentes. Segundo informações, Robson estava indo trabalhar em uma casa onde é pintor, quando foi surpreendido pelo atirador.

Robson foi atingido por quatro tiros no rosto e outros quatro no antebraço, que transfixou e atingiram o tórax.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegaram ao local para realizar os primeiros socorros, não podiam fazer mais nada, pois Robson já estava sem vida.

Robson estava na casa do Albergado, desde 30 de novembro, a unidade é regime aberto, onde o interno só dorme na unidade. Em 2013, a vítima já havia sofrido outro atentado. O caso será investigado pela polícia.