Saúde

MP quer 30 leitos para evitar colapso na Capital

Promotora Filomena pede que pupulação colabore fazendo uso das medidas restritivas

16 DEZ 2020 • POR Matheus Rondon • 18h15

Com o súbito aumento de casos positivos de coronavírus deste o dia 8 de dezembro, o Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul, pediu nesta quarta-feira (16), emergencial mais 30 leitos de UTI Covid emergencialmente, além desse pedido, sempre que a taxa de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid chegar a 85% da taxa de ocupação, que seja disponibilizado mais 10%. O anuncio foi feito pela Promotora de Justiça da saúde Filomena Aparecida Depolito Fluminhan, na tarde desta quarta-feira (16).  Segundo promotora, Campo Grande registra atualmente 50% a mais de casos confirmados de Covid do que em agosto, quando houve o 1º pico da doença.

Durante a coletiva de imprensa, a promotora disse que essa uma medida necessária para que o paciente não fique desassistido nos corredores hospitalares. “Nós propusemos a redução de festas e eventos, proibição de comercialização de bebidas alcoólicas isso somente como forma de coibir as muitas festas que tem acontecido e também propusemos o toque de recolher a partir das 21h, a proposta não foi acatada. As medidas em restritivas, nós propusemos dentro do comitê de enfrentamento ao Covid, nem o comitê e nem o gestor da cidade aceitou a sugestão do Ministério Público.”, disse a promotora.

Sobre aumento acelerado da doença, Filomena pontua que o sistema de saúde da Capital está a quase entrando em colapso e pede comprometimento da população além da implementação dos leitos. “"Estamos próximos ao colapso da saúde. Além dos leitos, precisamos de comprometimentos muito importantes da população, como a adoção do distanciamento social, independente da proibição, nós estamos vivendo uma pandemia e não estava tendo adoção das medidas restritivas, infelizmente.”, finaliza.

Na última sexta-feira (11), o Hospital Regional, Hospital Adventista do Pênfigo, Santa Casa, El Kadri e Clínica Campo Grande foram fiscalizados para avaliar a disposição de leitos destinados a Covid-19. Na fiscalização foi constatado que seis pacientes estavam em macas no corredores fazendo uso de oxigênio.

Durante a fiscalização, a promotora explicou que seis pacientes foram encontrados em macas nos corredores, com auxílio do oxigênio, em uma espécie de ‘UTIs improvisadas’. Na Santa Casa, foi necessário montar 10 leitos no hospital do trauma para atender pacientes. “Não podemos permitir que pacientes fiquem no corredor ou no pronto atendimento, eles devem ser atendidos e encaminhados para a ala. Eles não podem ficar ali mais que 24 h”. finaliza a promotora