Por aumento de preços, Bolsonaro diz que compra de seringas está suspensa
Presidente afirmou que a suspensão será até os preços voltarem à normalidade
6 JAN 2021 • POR Gabrielly Gonzalez • 11h15Nesta quarta-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que a compra de seringas pelo Ministério da Saúde está suspensa devido ao aumento de preços do insumo causada pela alta demanda após o início da vacinação contra o novo coronavírus.
“Como houve interesse do Ministério da Saúde em adquirir seringas para seu estoque regulador, os preços dispararam e o MS suspendeu a compra até que os preços voltem à normalidade”, escreveu o presidente, em uma publicação em seu Facebook.
Ainda de acordo com Bolsonaro, “já que a quantidade de vacinas num primeiro momento não é grande”, os estados e municípios brasileiros têm estoques de seringa para que seja possível iniciar a imunização contra Covid-19.
A mensagem foi acompanhada de uma lista de alguns desses países que já iniciaram a vacinação e a porcentagem de sua população que já foi imunizada. No entanto, o presidente não citou a fonte dos dados que compartilhou.
Em um levantamento feito pela CNN, dos países que mais vacinaram, proporcionalmente, a população, Israel lidera o ranking com 16,5% dos seus moradores vacinados.
Sobre o insumo
No fim de dezembro, fracassou a primeira tentativa do Ministério da Saúde de comprar seringas e agulhas para a vacinação no Brasil.
Das 331 milhões de unidades que a pasta pretendia adquirir, só conseguiu oferta para 7,9 milhões no pregão eletrônico. O número corresponde a cerca de 2,4% do total de unidades que a pasta desejava comprar.
Dias depois, o Ministério afirmou que pediu para interromper provisoriamente a exportação de seringas e agulhas, solicitação que foi acatada pelo Ministério da Economia.
"Desta forma, a pasta garantirá os insumos necessários para, somando às necessidades habituais do SUS, viabilizar a ampliação da oferta de seringas e agulhas para atender ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19", afirmou a Saúde.