Brasil

Pfizer diz que ofereceu vacina ao Governo brasileiro ainda em agosto

Se a proposta tivesse sido aceita, imunização poderia ter começado em dezembro

8 JAN 2021 • POR Gabrielly Gonzalez, com Congresso em Foco • 10h39

Na noite de quinta-feira (7), a farmacêutica Pfizer, criadora da primeira vacina contra a covid-19 a ser aplicada em massa, emitiu um comunicado, em que afirma que havia oferecido doses do seu imunizante ao governo brasileiro ainda no mês de agosto.

De acordo com a empresa, a proposta poderia ter permitido a aplicação das primeiras doses no Brasil ainda em dezembro, quando os Estados Unidos, a União Europeia e outros países começaram a usar a vacina da farmacêutica norte-americana.

"A Pfizer encaminhou três propostas para o governo brasileiro, para uma possível aquisição de 70 milhões de doses de sua vacina. Sendo que a primeira proposta foi encaminha pela companhia em 15 de agosto de 2020 e considerava um quantitativo para entrega a partir de dezembro de 2020", escreveu a empresa em nota.

No entanto, a farmacêutica norte-americana disse que não dá mais detalhes da negociação por ter assinado um contrato de confidencialidade com o governo brasileiro.

O presidente Jair Bolsonaro criticou uma cláusula contratual da empresa norte-americana que, segundo ele, impediria a empresa de ser julgada no Brasil por eventos adversos decorrentes da aplicação da vacina. De acordo com a farmacêutica, porém, os termos do acordo firmado com o Brasil seriam os mesmos de países que já estão vacinando, como Reino Unido, México e Israel.

A Pfizer disse que ainda aguarda uma decisão do governo brasileiro sobre a questão. Pazuello afirmou ontem que deve adquirir 100 milhões de doses da Coronavac, produzida pelo Butantan e pela chinesa Sinovac, e que conta com a vacina de Oxford, criada junto à farmacêutica AstraZeneca e produzida pela Fiocruz. Ainda há imunizantes da Rússia (Sputnik), da índia e de um consórcio de vacinas entre as possibilidades do Ministério da Saúde.

Pedido da Coronavac deve ocorrer hoje 

O governo de São Paulo deve solicitar nesta sexta-feira o registro da Coronavac, vacina produzida pelo Instituto Butantan e pela farmacêutica chinesa Sinovac, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ainda não se sabe se o registro será do tipo emergencial.

A vacina teve eficácia de 78% na fase final de estudos e protege 100% em casos graves. A expectativa do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), é que a vacinação comece em 17 dias. O governo federal também anunciou a compra de 100 milhões de doses do imunizante.