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Unopar encerra turma, manda aviso pelo Whats e deixa alunos "na mão"

A instituição diz que busca "a melhor solução para ajudar os universitários"

11 FEV 2021 • POR Brenda Assis • 16h10
Unopar encerra turma, manda aviso pelo Whats e deixa alunos na mão - Reprodução

Após dois anos cursando Educação Física – Bacharelado, na Universidade Unopar de Campo Grande, os alunos receberam por WhatsApp a informação de que a turma seria fechada por não atingir o número necessário para que pudesse continuar. Ao todo três alunos entraram com processo no Procon, para tentar solucionar o problema.

Segundo a denúncia, no início de fevereiro, os alunos foram avisados via WhatsApp, que a turma seria fechada por não atingir o número mínimo de matrículas para que continuasse aberto. A estudante Janaina Collante, 39 anos, disse ao JD1 Notícias como foi esse momento. “Eles nem ligaram pra gente, mandaram mensagem no WhatsApp só informando e nos dando a opção de mudar de bacharelado para licenciatura. Eles dizem que não podem fazer nada”, conta. “Achei uma falta de respeito imensa a forma como trataram a gente, falta de consideração por todos esses dois anos investidos ali na universidade. Agora o coordenador nem atende a gente, por isso fomos no Procon”, explica.

Uma das opções dadas pela instituição foi para que os alunos fizessem os próximos dois anos na modalidade de licenciatura e, depois, mais um ano de bacharelado. Ou então, que eles fossem para outra universidade.

Janaina falou ainda sobre os transtornos que isso causaria a ela e aos outros alunos, incluindo um senhor de 65 anos que estava fazendo a graduação. “Tem bastante dinheiro investido nisso, eu já estou fazendo estágio, o senhor Nelson trabalha na academia da filha e ele precisa terminar o curso também. Mudar para licenciatura ou pra outra instituição vai gerar mais transtorno, já estávamos na metade do curso ali. Sem contar que tem matéria que eles nem colocaram como feita, entregaram pra gente pela metade o papel do curso, com matéria faltando”, disse ela.

Em conversa com o coordenador de curso Diego Teixeira Franco, o JD1 Noticias foi informado de que a instituição está procurando "a melhor saída para a situação em que os alunos se encontram". “Estamos procurando a melhor saída para esse problema. Todas as opções serão mostradas diretamente para os alunos. Eu acabei de tentar contato com eles, mas não obtive resposta”, conta.