Um ano de coronavírus
Doença já matou 251 mil no Brasil, sendo 3.293 em Mato Grosso do Sul
27 FEV 2021 • POR Joilson Francelino • 11h23Essa semana marca um ano da “chegada” do novo coronavírus no Brasil que teve sua primeira infeção confirmada no dia 26 de fevereiro de 2020. O primeiro infectado, um homem de 61 anos que voltou de uma viagem na Itália, onde, na época, havia um número expressivo de contaminados pela doença. A primeira morte veio a ocorrer cinco dias depois, em 3 de março de 2020.
Duas semanas depois dos primeiros casos no Brasil, o vírus chegava a Mato Grosso do Sul. A primeira infectada foi Thayany Aguiar da Silva, 23 anos. Ela esteve na UPA Leblon no dia 12 de março e foi contaminada após contato com um caso positivo no Rio de Janeiro. O segundo caso foi um homem de 31 anos que procurou a UPA Coronel Antonino também no dia 12 de março. Ele havia desembarcado em Campo Grande dias antes após uma viagem a Londres e manteve contato com um caso positivo em São Paulo. Os dois casos foram confirmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), no dia 14 de março de 2020. O primeiro caso confirmado em uma aldeia indígena do Estado foi constatado no dia 13 de maio, em uma paciente de 35 anos, da aldeia Bororó/Jaguapiru, em Dourados.
Desde então, o Governo do Estado e as prefeituras, principalmente a de Campo Grande onde a população é maior, diversas medidas foram tomadas para tentar evitar o que dias depois se tornaria o inevitável. No final de Maio, a triste notícia que passaria a “fazer parte” do dia a dia nos boletins epidemiológicos: a primeira morte em solo sul-mato-grossense. Eleuzi Nascimento, 64 anos, morreu em Dourados no dia 31 de março, onde estava internada no Hospital Cassems. Ela era moradora de Bataiporã.
13 dias depois, a primeira morte na capital. A Secretaria de Estado de Saúde confirmou que uma idosa de 71 anos, que estava internada no Hospital Regional Rosa Pedrossian morreu de coronavírus. Ela faleceu depois de ter passado pelo CRS do bairro Tiradentes, ates de internar no Regional. Ela era cardiopata e tinha diabetes.
De lá para cá, a união de esforços não foi suficiente para evitar que 2.382 sul-mato-grossenses perdessem a luta contra o cornavírus em 2020. As redes sociais se enchiam cada vez mais de imagens de luto à medida que a doença chegava às residências. As autoridades públicas insistiam para que a população permanecesse em casa a fim de evitar que mais mortes acontecessem em decorrência do avanço da pandemia. Do rico ao mais pobre, a pandemia não poupou e ceifou muitas vidas.
2021, porém, chegou com uma esperança: a vacina. A primeira dose aplicada no Brasil foi em 17 de janeiro, em São Paulo. A enfermeira Mônica Calazans, 54 anos, foi primeira brasileira imunizada com a vacina do Butantan, no Brasil. No dia 18, as doses foram encaminhadas aos Estados e Mato Grosso do Sul recebeu, na primeira remessa, 158.760 doses da vacina contra COVID-19. Já no dia 19, o Governo do Estado deu início a vacinação, marcando com a imunização. A indígena Domingas da Silva, o médico Márcio Estevão Midom, de 43 anos e a idosa Maria Bezerra de Carvalho, 83 anos, foram os três primeiros vacinados no Estado.
A vacinação avança a medida que chegam as doses e, um ano após o primeiro caso, a velocidade com que as mortes são anunciadas no Estado em 2021, preocupa. Nos primeiros dois meses do ano Mato Grosso do Sul já atingiu 38,3% das mortes por covid-19 registradas 2020. Até a última sexta-feira (26), dia do “aniversário” da primeira morte no Brasil, Mato Grosso do Sul já tinha 911 mortos pela covid neste ano, totalizando 3.293 vítimas fatais desde a primeira morte da dona Eleuzi Nascimento, em 31 de março de 2020. Ainda na sexta, o Estado passou dos 180 mil casos confirmados da doença. Dessas, 168.139 pessoas estão recuperadas. O Brasil já passa dos 251 mil mortos.