"Não somos ditadura", diz Mourão ao rejeitar lockdown nacional
Para o vice, combate à pandemia deve focar em conscientização da população e imunização em massa
3 MAR 2021 • POR Gabrielly Gonzalez • 12h30Na terça-feira (2), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou ser contra medidas sanitárias restritivas uniformes em todo o território brasileiro. Para ele, um lockdown nacional para combater a pandemia de covid-19 não funcionaria em um país de dimensões continentais como o Brasil e que não se vive em uma ditadura, para "impor algo nacional".
"Eu considero que isso são coisas de cada lugar. Porque o Brasil é multidiferenciado. Cada população tem sua característica. Se analisar o país, são cinco países diferentes num só. O norte é uma coisa, o nordeste é outra, etc e tal. Não adianta você impor algo nacional e aí como você vai fazer isso para valer? A imposição. Nós não somos ditadura. Ditadura é fácil, vai dando bogornada em todo mundo aí", afirmou Mourão.
Mourão acredita ainda que a saída passa por políticas de conscientização, mudanças na dinâmica de transporte urbano e imunização em massa. "Acho que vai ter que ter uma campanha em todos os níveis aí de conscientização da população. Acho também que tinha que ter alguma coisa atitude em relação ao transporte urbano. Acho que nenhum gestor preocupou muito com isso aí. E a gente conseguir acelerar as vacinas. Aí a coisa anda de forma boa."
Sobre o papel do governo federal nessa "campanha de conscientização", o general da reserva destacou que "a população cansou". "Você nota nitidamente. Quando teve a primeira onda, vamos dizer que foi mais leve, mas com casos que levaram a óbito, o pessoal ficou trancado em casa. De uma hora pra outra abre, voltar de novo é complicado. A turma cansa. Característica do nosso povo, ele não gosta de ficar trancada, ele gosta de ficar na rua. Isso é uma realidade", analisou o vice-presidente.