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Dos R$11,9 bilhões divulgados em Fake News, R$190 milhões chegaram a MS

Números do governo, desconstroem links e imagens com dados falsos sobre recursos da pandemia

31 MAR 2021 • POR Brenda Assis • 16h54
Governador Reinaldo Azambuja desmente Fake News sobre repasses para o combate a covid - Reprodução

Após uma fake news sobre recursos transferidos a Mato Grosso do Sul pela União, o governo do Estado lançou uma planilha detalhando o total recebido e quantidade gasta nesta quarta-feira (31). 

Ao todo, foram repassados no ano passado R$11,9 bilhões de recursos federais ao Estado. Deste montante, R$5,2 bilhões (43,70%) foi enviado aos municípios do Estado, por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e no reforço para tratamento e gastos com a Covid-19.

Desta quantia, R $3,4 bilhões (28,60%) seguiu direto para os cidadãos, por meio de auxílios e benefícios individuais. O Governo do Estado recebeu R $2,9 bilhões (média de R $241,6 milhões por mês), o que representa 24,20% do montante. Nesta partilha de recursos, R $400 milhões estão relacionados à suspensão temporária das dívidas dos estados e municípios (3,30%).

Dos R $2,9 bilhões destinados ao Governo do Estado, R $1,25 bilhão se refere ao Fundo de Participação dos Estados (FPE), que se trata de um repasse constitucional obrigatório da União.  Foram mais de R $130 milhões de convênios e emendas federais, R $200 milhões do Fundo Nacional de Saúde, R $400 milhões em relação a outras transferências constitucionais e legais, além de R $740milhões para compensação por perdas de arrecadação do Estado.

Já sobre o repasse para os gastos com a Covid-19, Mato Grosso do Sul recebeu da União R $190 milhões. Destes valores, R $61,5 milhões (32,36%) foram enviados aos 79 municípios do Estado e o restante seguiu para gastos importantes no combate à proliferação do vírus.

Entre os principais gastos constam R$ 43,8 milhões para compra de materiais para hospitais, farmácias e laboratórios. Outros R $23,7 milhões foram usados na infraestrutura de hospitais de campanha, barreiras sanitárias e comunidades indígenas. Outro gasto importante seguiu na implantação de leitos no Estado (R$11,6 milhões), além de R $10,5 milhões de custos operacionais dos hospitais e R$8,8 milhões na aquisição de equipamentos hospitalares.