Política

Após depoimento na CPI, servidor é bloqueado em sistema da Saúde

Luis Ricardo Miranda e o irmão, apresentaram denúncias de supostas irregularidades na compra da Covaxin

27 JUN 2021 • POR Matheus Rondon, com informações CNN • 15h51
O servidor Luís Ricardo Miranda e o deputado Luís Miranda (DEM-DF) em depoimento na CPI da Covid - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Neste domingo (27), o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirmou em suas redes sociais que seu irmão, o servidor público Luis Ricardo Miranda, teve o acesso aos sistemas do Ministério da Saúde bloqueados. Os dois foram ouvidos pela CPI da Pandemia na sexta-feira (25) e apresentaram denúncias de supostas irregularidades na compra da Covaxin, vacina indiana contra Covid-19.

Em sua conta no Twitter, Miranda afirmou o seguinte: "Aos defensores de bandidos, meu irmão acaba de descobrir que bloquearam ele do sistema do @minsaude", citando a conta do Ministério da Saúde na plataforma.

"Vale ressaltar que ele é funcionário de carreira! Isso é ilegal, perseguição e só comprova que eles tem muito para esconder... Meu irmão @guitargtr eu não vou te abandonar", completou.

Miranda também publicou uma captura de tela da conversa em que seu irmão relatou ter sido bloqueado no sistema do Ministério.

A oitiva dos irmãos Miranda foi marcada pelo clima de tensão e por diversos embates entre senadores governistas e os dois. Eles são responsáveis por apontar possíveis irregularidades do governo federal na compra da Covaxin. O Palácio do Planalto nega qualquer problema na compra do imunizante.

Em sessão com quase nove horas de duração o deputado confirmou, quase ao fim da oitiva, que o nome citado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre um suposto “rolo” na aquisição da vacina é o do líder do governo no Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

Miranda afirmou que “todo mundo sabe que é Ricardo Barros”, o deputado citado por Bolsonaro como responsável pela situação com a Covaxin.

Após ser mencionado pelo deputado federal em oitiva, Barros manifestou-se, por meio das redes sociais, afirmando que não tem participação na compra do imunizante.

"Não participei de nenhuma negociação em relação à compra das vacinas Covaxin. Não sou esse parlamentar citado. A investigação provará isso", escreveu o líder do governo em sua conta no Twitter.