Dia 14 (de fevereiro do ano de 2013), assistindo aos noticiários em uma rede de televisão, o Papa Bento XVI denuncia hipocrisia religiosa e diz que a Igreja está desfigurada por divisões. Pensei que jamais iríamos saber o verdadeiro motivo da renuncia de sua santidade o Papa Bento XVI. Mas afinal o que hipocrisia?
Hipocrisia! De acordo com o dicionário Aurélio da língua portuguesa, hipocrisia – substantivo feminino. 1. Afetação de virtude ou sentimento que não se tem. 2. Fingimento, falsidade.
Para a Wikipédia, diz que hipocrisia é: o ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam que fingem comportamentos.
O que será que o Papa Bento XVI quis dizer com Hipocrisia Religiosa? Como ele não diz claramente nada, abre margem para especulações.
O Papa atual é o 111 e o próximo, 112 será o último Papa, segundo profecias de frei Malaquias, que viveu na idade média. O próximo Papa poderá ser negro e será falso, segundo Nostradamus em suas profecias. Nesta década será o fim do Papado em Roma. Porque terminará esse Papado? Vamos ver para crer.
Durante a missa de Quarta de Cinzas, o papa Bento XVI afirmou que a Igreja "está desfigurada" pelas "divisões em seu corpo eclesiástico". A celebração ocorreu dois dias depois do anúncio de que vai renunciar ao pontificado no próximo dia 28. Antes da missa, Bento XVI foi aplaudido de pé. “Durante o sermão, o pontífice denunciou a “hipocrisia religiosa” e as aparências em busca de aprovação”. Mais cedo, em sua primeira fala em público desde que anunciou sua renúncia, ele disse que tomou a decisão de abandonar o pontificado "em plena liberdade, pelo bem da Igreja". Bento XVI acrescentou que "orou arduamente e examinou sua consciência" antes de tomar a decisão.
Diante de tal pregação, não precisamos dizer e pensar mais nada a respeito de sua renuncia. Esta tudo dito. Do meu ponto de vista, seja como for é um homem valente pelas palavras que disse.
Como tudo na vida este é mais um negócio. A igreja católica findou a ordem dos Templários, que mais não era do que um entrave aos interesses emergentes da época, e os resultados estão à vista. O conclave mais não é do que um conjunto de oportunistas à espreita da sua vez de chegar ao PAPA e com as negociações eclesiásticas políticas, até chegar ao AFAMADO fumo Branco, distante a negociata dos olhos do Povo na Praça de S. Pedro. Bento XVI resignou e pôs o dedo na Ferida. Escolham um PAPA mais novo e Corajoso, para tentar pôr ordem na desordem, mas é difícil, no ninho de toupeiras existente, e evitem sucessivas "ELEIÇÕES", porque de caminho parecem eleições autárquicas ou Presidenciais, que com um PAPA mais novo é evitável. Não ponham é o MIGUEL RELVAS - por equivalência não.
Em todos os lugares, onde existir o Ser Humano, irá existir o ódio e a vaidade. O ódio a outros cristãos é milenar! Pelas costas, quem já passou por isso, sabe muito bem que, confiar nos outros é uma crueldade criminosa, infelizmente milenar e nada de novo. Os cristãos sempre se odiaram uns aos outros e mais os que estavam para além de outros. O declínio do cristianismo acentuou-se com o fim do expoente máximo de loucura desumana, com o ditador católico Hitler.
Esse mal chamado vaidade pelo qual o ser humano está incluso em decorrência do famoso status, uma espécie de vaidade de aquele ser perfeito, que não é, e por saber disso Deus mandou o seu filho para nos redimir dos pecados, somos conscientes que muitas das vezes esquecemos-nos da nossa imperfeição, a ponto de camuflar para não parecermos mal, tipo de vergonha, uma baixa estima, afinal, ninguém que passa vergonha ou ser acusado de errante, não querem se humilhar, porque a questão toda não é Deus, mais sim o que os outros pensam. Assim vamos vivendo de falsa aparência que usa como maquiagens, roupas, ou até mesmo atitudes que não vem de dentro, as quais não têm o mínimo amor na sua aplicação, e que no final nos deixa fora do foco principal que alcançar a vontade de Deus.
“Sigmund Freud, aos 73 anos, publicou Le malaise dans La culture. No quinto capitulo, ele comenta o preceito transmitido por judaísmo e cristianismo – amarás o teu próximo como a ti mesmo – demonstrando que nenhum outro vai tanto contra a natureza quanto este, O homem não é um ser dócil com necessidade de amor, diz ele, ao satisfazer sobre ele sua agressão, de explorar sem indenização sua força de trabalho, de utilizá-lo sexualmente em seu consentimento, de apropriar-se do que possui, de humilhá-lo, causar-lhes dores, de martirizá-lo e de matá-lo. O apetite pela violência, esse desfrute da humilhação do outro, se realiza na organização de sua morte simbólica e social, antes de sua morte física.
Afinal, somos hipócritas quando dizemos Ser Cristão, mas julgamos o outro – que religiosa-mente e gramática-mente “erra” – e usamos nossa posição e canal para envergonhá-lo perante outros supostamente “certos”.
Diante das especulações, vejo muita revolta em diversas pessoas, fazendo julgamento pessoal com o coração rancoroso e sabemos muito bem que não podemos julgar, pois não somos juízes de ninguém e nós, mais do que outros sabemos que só o Senhor Justo Juiz tem o direito de Julgar. O perdão deve estar presente em nossas vidas, pois sabemos muito bem que nosso Grande Mestre foi condenado mesmo sendo inocente dos crimes pelos quais foi acusado, foi humilhado e teve uma morte horrível (Morte de Cruz) e mesmo assim perdoou seus algozes. Esvaziemos nossos corações de rancores, mágoas e ódios e rezemos por Nosso PAPA, nós não somos donos da pureza e da verdade.
Valdeci Martins - e-mail: [email protected]
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