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Opinião

Viver sozinho

27 setembro 2012 - 00h00José Valdecir de Souza Martins

“Uma pedra é uma pedra, mas um homem não é apenas um homem, ele é também uma pedra.” (M.H.Guideaux).

Quando vivemos sós, mas sabemos cozinhar, costurar, limpar a casa, lavar a roupa, passar a ferro (roupas), até se torna fácil, mas e a solidão a dor que ela causa!

Para muitos, morar só não significa solidão, pois acham que nunca estarão pelo simples fato de cultivarem hábitos de oração, de leitura, de acesso a site de relacionamentos e telefonar para os amigos e manter sempre uma conversa sincera e saudável. Será que a vida é a mesma coisa quando se tem alguém para compartilharmos no nosso dia-a-dia?

No início pode até ser. Liberdade demais causa angustia, a cama de casal só para uma pessoa só causa egoísmo. A natureza não nos fez para vivermos sozinhos. Quando viver com alguém se torna incômodo, há que ponderar a situação porque há vantagens, mas também desvantagens. A melhor será a liberdade de movimentos e opções, e a pior será a solidão de muitos momentos e o desamparo, desde que a situação financeira não seja relevante, como é o caso de muitos brasileiros.

Ficar só é o que causa medo ao ser humano. Será que a frase: “aquilo que mais queremos é aquilo que temos mais medo”, refere-se ao medo por não nos sentirmos seguros do que queremos, ou seja, queremos um alguém, mas não um alguém qualquer, queremos um sucesso profissional, mas não em qualquer área, e sim na que tanto me dediquei para ser bem-sucedido, etc. Essa segurança que nos é tão cobrada (assim como o equilíbrio) me faz pensar de que temos medo é de nós mesmos.

É bastante salutar, poder compartilhar a solidão com alguém, mas também é preciso primeiro estar bem consigo mesmo, saber o que a gente gosta o que quer etc. porque de outra maneira a gente embarca numa farsa visando apenas obter aprovação, carinho, companhia e desse modo quando perdemos o outro ficamos sem nada…

É bem verdade, e somos conhecedores, que muitas coisas mudaram e evoluíram. No passado havia uma forte pressão social para que a pessoa (sobretudo as mulheres) seguisse um projeto de vida já pré-determinado. Nasce, vai crescendo, estudando, trabalhando, casa, tem filhos, netos e envelhece, sem maiores aspirações. Para muitos (as), hoje não há mais esse modelo imposto, nem de cidadão, nem de família, cada um vive mais ou menos como quer. Muitas mulheres acima dos 30 anos, já tem outros alvos, não só necessariamente os do tempo das mães ou avós. A convivência, a companhia é excelente, desde que essa companhia viva em sintonia com a gente, não precisa nem será absolutamente em todo aspecto, mas é infinitamente mais saudável alguém viver embaixo do mesmo teto com gente com quem se afina, seja marido, filhos, irmãos, etc.

Todas as pessoas gostam de viver acompanhadas. O ser humano é um ser social. Entretanto, existem casos de pessoas que preferem viver sozinhas e que tem a solidão como companheira, apesar de também muitas pessoas viverem acompanhadas e se sentirem sozinhas. Eu prefiro sempre viver acompanhado. Nada melhor do que ter uma pessoa ao nosso lado para vivenciar juntos o dia-a-dia, compartilhar da vida em comum, conversar, brigar, perdoar e amar... isso é que é viver a vida!

Mas será que às vezes é necessário que passemos um tempo sozinho para vermos se somos nós mesmos uma boa companhia? Afinal, às vezes ficar sozinho é bem mais confortante do que ter alguém ao lado.

Partindo para o lado religioso e bíblico, nunca devemos estar sozinhos, pois como fala na Bíblia: “Deus criou o homem a Sua semelhança e viu que o homem estava triste no paraíso e criou a mulher para fazer companhia"!

Você já se imaginou naufragado numa ilha totalmente deserta? Com tudo do bom e do melhor! Você sobreviveria ou morreria de tédio por não coseguir se comunicar com ninguém? Reflita e tire suas próprias conclusões.

Valdecir Martins – Membro da União Brasileira de Escritores – UBE/MS.

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