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Alunos do curso da Polícia Civil questionam suspensão das aulas

O grupo emitiu uma carta aberta onde expõe as dificuldades e as soluções para que as aulas sejam retomadas

28 abril 2020 - 16h56Flávio Veras

Os alunos do Curso de Formação da Polícia Civil que foram aprovados no concurso em 2017 emitiram uma carta aberta ao Governo de Mato Grosso do Sul, a instituição e a imprensa para relatarem dificuldades que estão enfrentando devido a suspensão das aulas suspensas no último dia 14 de março, dois dias antes do início do curso. Segundo o documento, todos os alunos tiveram que abandonar os antigos empregos, devido a necessidade de dedicação exclusiva, e alguns tiveram que se mudar para Campo Grande, onde seriam realizadas as aulas.

Outra decisão, publicada no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso do Sul no último dia 22 deste mês, decidiu suspender a aplicação do concurso por tempo indeterminado. Na justificativa o Governo alega que “entre as diversas considerações para suspensão desta fase do processo seletivo, o edital aponta a carga de 600 horas/aula - que implicará na aglomeração de candidatos, professores, instrutores e outros servidores envolvidos direta e indiretamente nas atividades administrativas, de capacitação e de treinamento".

O curso possui aproximadamente 260 alunos. A reportagem do JD1 Notícias obteve o documento e conversou com um dos alunos, que não quis se identificar. Conforme a carta, o grupo alega entender a suspensão no início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), porém questionam que hoje a situação poderia ser reavaliada devido a flexibilização de alguns setores da atividade econômica que voltaram.

“Passados mais de 30 dias da suspensão, diversas medidas de flexibilização foram adotadas em diversos segmentos, tanto nesta Capital, como pelo país. Medidas prevendo readaptação foram implantadas no Curso de Formação da Polícia Militar deste Estado, demonstrando que é possível a manutenção de um Curso de Formação. A comparação é apenas para demonstrar que, com medidas de adequação, podemos viabilizar a retomado do Curso de Formação”, diz o texto.

A nota do grupo complementa a informação alegando ainda que “além do exemplo acima, ainda temos como exemplo a reabertura do comércio nesta capital, incluindo shoppings e academias, além do funcionamento de terminais rodoviários, aeroporto, 3 e a reabertura de igrejas. As flexibilizações seguem diversos critérios de biossegurança, razão pela qual, demonstraremos a plausividade da aplicação destas medidas no presente Curso de Formação. Por fim, Estados com maior proliferação do COVID-19 mantiveram, com adaptações, ou já reabriram os cursos de formação de suas polícias, como Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul”.

O aluno ouvido pela reportagem, relatou que desde 2015 começou a estudar para o certame. Ele afirmou que passou nos dois certames, para investigador e escrivão e, devido a essa dedicação, ele estima ter gastado até R$ 15 mil, com cursos preparatório, simulados e estadias. “Após minha empresa descobrir que passei no concurso, ela tomou a inciativa de me demitir, prevendo que logo haveria de sair. Chegaram até me oferecer uma contraproposta, porém eu não aceitei, porque foram vários anos me dedicando a esse sonho. Eu imaginei que o Curso de Formação seria rápido, pois o de delegado foi tranquilo. Porém, vários processos foram postergados e a situação foi se alongando”, explicou.

Devido a essa demora, o aluno falou que decidiu voltar ao mercado de trabalho na iniciativa privada, porém em sua área de atuação, já sabiam ele havia passado no concurso. “Minha saída foi partir para a informalidade, tive alguns contratos, mas nada longo. No ano passado decidi prestar outro concurso, para Polícia Civil do Distrito Federal, comprei material, fiz minha inscrição, aluguei hotel. No entanto, a prova era dia 15 de março, mas em fevereiro ele decidiram fazer o curso de formação em março, decidi então insistir ficar aqui, pois é sou natural de Campo Grande. Acabei deixando meus trabalhos informais, devido a dedicação exclusiva, e agora estou sem nenhum tipo de rendimento. Ou seja, a situação dificultou a minha vida e de muitos outros alunos”, finalizou.

A reportagem procurou a Academia de Polícia Civil, responsável pela aplicação das aulas, que informou por meio da assessoria seguir determinações do Governo do Estado perante quarentena sobre a pandemia da Covid-19. “Assim que esse quadro for superado, retornaremos com o curso e os alunos serão avisados com 15 dias de antecedência no mínimo sobre a volta das aulas”, explicou.

Leia na Integra a Carta Aberto clicando neste link.

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