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Polícia

Cinco testemunhas são ouvidas sobre caso da idosa morta

Vizinhas, agente de Saúde, policial e até mesmo o irmão da acusada foram ouvidos nesta segunda-feira (6)

07 maio 2019 - 15h50Graziella Almeida, com informações da assessoria    atualizado em 07/05/2019 às 16h01

A audiência sobre a morte de Dirce Santoro Guimarães, 79 anos, assassinada pela motorista de aplicativo Pâmela Ortiz de Carvalho, ouviu na tarde desta segunda-feira (6), na 1ª Vara do Tribunal do Júri cinco testemunhas, entre elas duas vizinhas, uma agente de Saúde, um policial civil e o irmão da ré.

As vizinhas ressaltam a primeira versão dada a polícia, no qual a vítima teria comentado com as mesmas sobre estar desconfiada que Pâmela estivesse usando seu cartão de crédito.

Já o policial civil também disse que apesar de ter encontrado Pâmela no dia do crime, não sabia sobre a morte da idosa e que a autora teria inventado a história sobre um assalto, mas ele pediu a mulher para pedir ajuda ao pai, que também é policial militar.

Ele ainda nega qualquer participação no crime e relata que tinha dificuldades para se afastar da autora, mas no dia do crime ao se encontrar com ela, estava decidido a não se envolver mais nos assuntos de Pâmela. O homem só encontrou a acusada novamente, na terça-feira (26), na delegacia.

O irmão da mulher afirma que ela é boa mãe e tem bom comportamento com os familiares, mas suspeita que irmã sofra de dupla personalidade e tinha oscilações de humor constantes.

Uma testemunha faltou a audiência, que foi adiada para o dia 17 de junho deste ano, no qual serão ouvidas mais duas testemunhas. A acusada prestará esclarecimentos sobre o caso.

Pâmela responde pelo crime de homicídio doloso duplamente qualificado por motivo fútil e meio cruel, além do delito de ocultação de cadáver.

O caso

O crime aconteceu no sábado, dia 23 de fevereiro de 2019, no bairro Jardim Carioca, na capital, após a idosa discutir com a denunciada em razão dos gastos em seu cartão de crédito para compras pessoais sem sua autorização.

A vítima teria descido do carro, que era conduzido pela acusada, momento em que a ré começou a agredir a idosa, batendo sua cabeça contra o meio-fio até matá-la. Após matar a idosa, a ré arrastou o corpo até o fundo de um terreno próximo, quando então o escondeu em local mais baixo, cobrindo-o com lixo.

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