Ao apresentar o relatório anual do desaparecimento de pessoas em Mato Grosso do Sul, o Delegado Carlos Delano, titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios (DEH) afirmou que a polícia se coloca à disposição para desenvolver uma política pública transdisciplinar.
Conforme os dados levantados pela Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública com dados do Sigo desapareceram 10.842 mil pessoas em 2022, sendo que 95% aparece poucas horas depois do registro de ocorrência.
A maior parte dos desaparecidos, representando 56,52% são homens em idade adulta, 43,58% são mulheres. Os idosos são o segundo grupo com maior registro de desaparecimento, sendo 17,46%. Esses desaparecimentos podem ter cinco causa principais: criminoso, involuntário, voluntário, fuga de instituições e vítima de acidentes.
Conforme apresentado no relatório, 51% são desaparecimentos involuntários, seja em casos de transtornos mentais como dependência de álcool ou drogas ou problemas diversos, como as pessoas que sofrem de Alzheimer.
Atualmente está em desenvolvimento no Brasil Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O delegado Delano aponta que o problema vai além da segurança pública. "Um problema que toca a assistência social, o sistema de saúde, faz com que haja uma necessidade constante de busca de interlocução".
"O anuário é um documento que sedimenta análises estatísticas de pessoas desaparecidas, número, segmentação por idade, causa do desaparecimento, quais foram encontradas e quais estão desaparecidas, e leva ao conhecimento do Ministério da Justiça e órgãos públicos, para que haja um controle social e assim nos colocamos abertos para desenvolver uma política pública transdisciplinar", falou o delegado.
A Polícia Civil também trabalha para criar um site para divulgação de fotos dessas pessoas desaparecidas para a sociedade, de forma a agregar a ferramenta que a Polícia Civil e o Governo do Estado possuem, o Sigo. Veja:
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Delegado Carlos Delano, titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios (JD1)


