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Iagro aprende 120 cabeças de gado e documentação falsa

O documento para o transporte era falso, animais seriam do Paraguai.

23 setembro 2020 - 17h20Matheus Rondon com informações da assessoria

Nesta quarta-feira (23), três caminhões com 120 cabeças de gado e documentação falsa foram apreendidos em fiscalização da Agência de Defesa Sanitários Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro) em conjunto com o Departamento de Operações de Fronteiras (DOF). Os animais serão encaminhados para abate sanitário.

A apreensão ocorreu durante fiscalização de rotina da Iagro, órgão vinculado a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), no posto fiscal localizado entre os municípios de Vista Alegre e Ponta Porã. A equipe constatou que a Guia de Trânsito Animal, documento obrigatório para o transporte de gado no Estado, era falsificado e os animais vindos do Paraguai.

O diretor presidente da Iagro, Daniel Ingold, explica que “Isso significa que os animais não têm origem conhecida, por isso que foram apreendidos e serão enviados para abate sanitário. Esta é uma ação de fortalecimento do controle de trânsito e segue as ações previstas no Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa(PNEFA)”, relata.

A propriedade rural que constava na nota falsa como destino dos animais, foi bloqueada do sistema de trânsito da Iagro e vai passar por fiscalização da unidade volante. Titular da Semagro, o secretário Jaime Verruck lembra que o Estado está passando por um período rígido de fiscalização para retirada da obrigatoriedade da vacina contra a febre aftosa, “Nós temos uma meta de retirar a vacina e sermos livre de febre aftosa sem vacinação e, para isso, temos de ser efetivos na fiscalização dos animais. Não podemos permitir riscos para a sanidade animal, como é o caso desses animais apreendidos hoje”, afirma.

Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa

 O Plano Estratégico tem como objetivo principal “criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação, protegendo o patrimônio pecuário nacional e gerando o máximo de benefícios aos atores envolvidos e à sociedade brasileira”. Foi delineado para ser executado em um período de 10 anos, iniciando em 2017 e encerrando em 2026.

Está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da Organização Mundial de Saúde Animal, e com as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa, convergindo com os esforços para a erradicação da doença na América do Sul. Um dos seus objetivos é a substituição gradual da vacinação contra a febre aftosa, em todo o território brasileiro, que implica na adoção de diversas ações a serem desenvolvidas em âmbito municipal, estadual e nacional, com o envolvimento do Serviço Veterinário Oficial setor privado, produtores rurais e agentes políticos.

CertFica

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