Nesta segunda-feira (22), a Polícia Civil trouxe detalhes da investigação preliminar de um suposto estupro cometido por um policial civil contra sua namorada, durante o sábado (20), em Campo Grande. O caso tomou conhecimento após o registro da ocorrência e a divulgação durante o final de semana.
Durante a entrevista coletiva, o delegado-geral Roberto Gurgel explicou que a mulher procurou a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) para registrar o boletim de ocorrência, onde foi iniciada a investigação, como diligências e oitivas sobre o possível crime.
Os detalhes repassados na coletiva foram poucos, devido à investigação estar em curso, mas conforme Gurgel, o policial civil e a vítima estavam se relacionado há pouco tempo, cerca de uma semana. Na noite de sexta-feira, eles teriam saído juntos para uma confraternização de amigos e foi na volta para casa que tudo teria acontecido.
No trajeto de volta, o policial teria supostamente apontado uma arma para a namorada, provocando ameaças e obrigando a vítima a manter relações sexuais ainda no veículo, mesmo contra sua vontade. No meio do caminho, ela teria conseguido fugir e pedir ajuda para populares, que acionaram a Polícia Militar e levaram a mulher até a Deam.
Nos primeiros passos da investigação, foram feitos pedidos de medida protetiva para a vítima, no qual foi aceito pelo Poder Judiciário, fazendo com que o suspeito não possa se aproximar dela. "Nós estamos em ação desde o momento do registro da ocorrência com realização de oitivas, diligências, assim com pedidos de medidas protetivas e cautelares em relação a essa vítima", disse o delegado.
A Deam representou pela prisão temporária do policial, mas a justiça negou. No entendimento do magistrado, a perda do porte de arma e o afastamento do agente seriam suficientes neste momento.
"As diligências continuam no sentido de mais apuração dos fatos para que tudo possa ser devidamente esclarecido, tanto com aspecto da versão da vítima, como da versão do suposto autor, uma vez que nós, da Polícia Civil, temos o maior interesse na elucidação dos fatos", comentou o delegado-geral.
Até o momento, o policial não foi localizado e a Deam não se manifestará sobre o assunto até que a investigação seja concluída.
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Casa da Mulher Brasileira, a Deam (Divulgação/PCMS)



