Investigações sobre o assassinato do esloveno Dejan Kovac, de 43 anos, revelaram que ele na verdade era o criminoso sérvio Darko Geisler, procurado pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) sob a suspeita de ser matador de aluguel no Leste Europeu.
No Brasil, usando a identidade falsa, Darko teve uma “vida nova” como o esloveno Dejan Kovac, conhecendo sua esposa em São Paulo entre 2015 e 2016, com os dois se mudando para a Baixada Santista em 2017. Ele era tido como uma pessoa "reservada" e "tranquila" por vizinhos.
Ele foi assassinado na frente de sua mulher e filho, de apenas quatro anos, na última sexta-feira (5). Ele chegou a ser resgatado, ainda consciente, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu e morreu a caminho do hospital.
Logo após sua morte, a Polícia Civil começou a investigar a identidade do homem, que estava em posse de um passaporte de nacionalidade eslovena. No entanto, após a polícia entrar em contato com o consulado do país, recebeu a informação que o passaporte pertencia a um cidadão que havia perdido o documento ainda em 2017. Mais tarde foi comprovado que o documento não pertencia ao homem.
Durante o decorrer das investigações, a polícia começou a realizar buscas na internet e, com o auxílio de uma foto que tinham do homem, descobriram registros em Montenegro, país que faz fronteira com a Sérvia, sobre crimes ligados a ele.
Comprovando que não se tratava do esloveno Dejan Kovac, a polícia acionou o Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol) e a Interpol.
As autoridades de Montenegro enviaram uma impressão digital do investigado para a polícia brasileira, que confirmou a identidade do homem morto como sendo o sérvio Darko Geisler, acusado de crimes como múltiplos homicídios, porte de armas e explosivos.
"Nós podemos afirmar, com absoluta certeza, pautada numa prova técnica pericial, que esse múltiplo homicida investigado em Montenegro se trata da vítima de homicídio ocorrido aqui na cidade de Santos, na rua São José, no dia 5", afirmou o delegado Luiz Ricardo Lara Dias Júnior, titular do 3° Distrito Policial (DP) de Santos, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (11).
À Polícia, a viúva disse que não sabia do passado do marido, que não tinha documentos brasileiros e nem uma fonte de renda ativa, vivendo apenas de rendimentos enviados mensalmente pela família, dona de um comércio no leste da Europa.
Atualmente, a Polícia Civil investiga se a “vida passada” de Dejan foi a causa de seu assassinato. Os investigadores também não descartam a possibilidade de Darko ter cometido outros crimes no Brasil.
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Usando identidade falsa, o criminoso procurado pela Interpol havia criado uma nova vida no Brasil (Foto: Reprodução)



