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Polícia

Venezuelano é assassinado em discussão por dívida de aluguel em Mauá (SP)

Um homem de 21 anos foi baleado e morto pelo dono da casa que ele alugava

11 fevereiro 2022 - 11h38Camila Farias - Da Agência Brasil
Sebrae Materia

Um venezuelano de 21 anos foi assassinado em Mauá, Grande São Paulo, com dívida de aluguel de 100 reais. O dono do apartamento onde morava Marcelo González, atirou nele e o matou durante uma briga, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Na última quinta-feira (3).

Ainda de acordo com as informações do boletim de ocorrência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte no local. O dono do imóvel, um homem de 41 anos fugiu, porém, acabou sendo preso na última terça-feira (8). O caso está sob investigação do 1º Distrito Policial de Mauá.

Xenofobia e racismo

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos de São Paulo emitiu ontem (10) uma nota de pesar pelo assassinato do jovem venezuelano, que vivia junto com seus quatro filhos, esposa, irmão, sogra e avó da esposa.

Para a pasta se trata de mais um caso de intolerância contra imigrantes. “Mais um caso que estarrece as comunidades imigrantes em todo o território e que, somado ao do migrante Moïse Mugenyi Kabagambe, assassinado no último dia 24/01/2022 no Rio de Janeiro, evidência a violência sofrida pelas comunidades imigrantes, por meio da xenofobia, racismo, precarização do acesso à direitos e outras formas de violência, chegando na sua forma mais cruel, o silenciamento de vidas migrantes”, diz a nota.

A Base Warmis, grupo de mulheres voluntárias que atua no combate à violência e discriminação, cobrou justiça para o caso. “Exigimos justiça para o Marcelo e para todas as pessoas migrantes e refugiadas que perdem a vida nesse país por causa da intolerância e a falta de respeito à diversidade”, disse a organização pelas redes sociais.

Caso Moïse

No último dia 24, o imigrante congolês Moïse Mugenyi Kabagambe foi amarrado e espancado até a morte por funcionários de um quiosque na Barra da Tijuca, na orla do Rio de Janeiro.

Parentes de Moïse disseram que ele tinha ido ao local cobrar uma dívida pelo trabalho que tinha realizado para o quiosque. Em depoimentos, os agressores declararam que o congolês havia iniciado uma briga dentro do estabelecimento.

Três homens foram presos acusados de participar das agressões que causaram a morte do jovem.

 

Sebrae Materia

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