O vigilante patrimonial Jones Vera Gonçalves, de 39 anos, que matou o empresário Gabriel Soriano da Silva, de 27 anos, na última quinta-feira (26), se apresentou na tarde de hoje (1º) na 6º Delegacia de Polícia da Capital (6DP).
Acompanhado de seu advogado, Amilton Ferreira, ele compareceu à delegacia quase uma semana após o assassinato do empresário, e foi liberado.
Em entrevista à imprensa, Amilton explica que Jones se apresentou espontaneamente à delegacia, e que durante interrogatório, disse ter agido em espontânea defesa ao que ele entendeu, no momento do crime, como uma ameaça contra sua vida.
“São vários boletins de ocorrência que meu cliente sofria, várias brigas, vários anos de briga, e para se defender acabou atingindo o rapaz em legítima defesa, como eu disse, putativa, já que ele imaginou que a pessoa ia tirar uma arma, por que ela disse ‘o que é seu está aqui no carro’”, explicou.
Ele ainda destaca que a narrativa que ele tinha como alvo a criança não é verdadeira, já que no momento do crime, ele não sabia da presença de outra pessoa do veículo e nem que se tratava de um menor de idade.
O advogado ainda aponta que serão apresentados os boletins de ocorrência registrados contra a vítima e a sua ex-companheira, que tem um longo histórico de confusões contra a mulher, que até chegou a perder a guarda da criança, segundo ele, por supostos maus-tratos.
A polícia irá analisar o caso e ainda irá decidir se decretará prisão contra Jones. Segundo o advogado, seu cliente seja preso, é improvável que a ex-companheira ganhe a guarda da criança.
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Vigilante patrimonial Jones Vera Gonçalves e o advogado Amilton Ferreira, ao fundo (Foto: Brenda Assis)



